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Novo Congresso é hostil a Lula. Veja perde e ganha das bancadas ao longo dos anos

Partidos de Bolsonaro e de Lula, PT e PL dividirão o maior número de cadeiras na Câmara dos Deputados em 2023

Rudolfo Lago

Rudolfo Lago

3/10/2022 | Atualizado às 13:19

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Em quase todos os momentos, o partido vencedor na eleição presidencial teve maior força no Congresso. Situação agora mostra parlamento mais dividido. . Foto: Rodrigo Viana/Senado Federal

Em quase todos os momentos, o partido vencedor na eleição presidencial teve maior força no Congresso. Situação agora mostra parlamento mais dividido. . Foto: Rodrigo Viana/Senado Federal
Caso Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, venha a repetir no segundo turno a vantagem que teve no primeiro turno e se eleja presidente da República, sua vida não será nada fácil no convívio inicial com a Câmara dos Deputados. Os partidos aliados a Bolsonaro acabaram por eleger um número bem maior de deputados, fazendo com que Lula não tenha no eventual início do seu mandato a maioria, quebrando o tipo de hegemonia que, na maioria das vezes desde a redemocratização do país, verificou-se. O PL, partido de Jair Bolsonaro, elegeu o maior número de deputados federais: 99. A Federação Brasil, que inclui PT, PV e PCdoB, elegeu 80 deputados. O PSB, partido do candidato a vice de Lula, Geraldo Alckmin, elegeu 14 deputados. A Federação Psol/Rede outros 14. Uma soma inicial para Lula de 108 deputados. No caso de uma eventual vitória de Bolsonaro, o resultado da Câmara lhe daria uma maioria inicial um pouco mais confortável. Depois do PL, o PP, do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), elegeu 47 deputados. O Republicanos, outros 41. Somaria 187 parlamentares a bancada inicial de Bolsonaro. Lula e Bolsonaro dependerão muito, então, do comportamento das bancadas que apoiaram outros candidatos ou ficaram neutras nas eleições presidenciais. Partido de Soraya Thronicke, o União Brasil elegeu 59 deputados. O MDB de Simone Tebet, 42. O PDT de Ciro Gomes, 17. O PSD elegeu 42. O Podemos, 12. Clique aqui para conhecer toda a nova bancada de deputados federais Trata-se de uma situação bem diversa da que se verificou na maioria das eleições desde a redemocratização do país, quando os partidos que estavam no governo experimentaram bem maior domínio. Especialmente nos primeiros momentos. Em 1986, por exemplo, PMDB e PFL, os partidos que se uniram para eleger Tancredo Neves presidente, tinham juntos mais da metade da Câmara. Veja abaixo o histórico legislatura por legislatura.

Em 86, amplo domínio do PMDB

Em 1986, um ano depois da redemocratização do país, após a eleição de Tancredo Neves em 1985 e a posse de José Sarney, o partido no poder com a queda da ditatura militar, o PMDB, tinha 256 deputados. E seu parceiro na Aliança Democrática que elegeu Tancredo, 118. Na época, a Câmara contava com 503 deputados, dez a menos que hoje. Era muito mais que a metade de toda a composição da Câmara. O PDS, o partido de oposição, que antes apoiava a ditadura, tinha somente 35 parlamentares. Em 1990, apesar Da Vitoria de Fernando Collor em 1989, os dois partidos ainda dominavam a Câmara, somando 191 deputados. O PRN, partido de Collor, tinha 40 parlamentares. Em 1994, cresceram ainda mais, somando 199 deputados. Em 1994, mesmo sendo eleito Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, PMDB e PFL seguiram dominando a Câmara. O PMDB elegeu 107 deputados, e o PFL, 92. O PSDB tinha apenas a quarta maior bancada, com 66, atrás do PPB, que tinha 79.

A era do PFL

A situação mudou em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso tornou-se o primeiro presidente reeleito, ainda no primeiro turno. Mesmo assim, não foi o PSDB a maior bancada, mas o PFL, partido do vice-presidente Marco Maciel. O PFL tinha 107 deputados, e o PSDB, 99. O PMDB, que dominara as legislaturas anteriores, elegeu 88 deputados. Em 2002, com a primeira eleição de Lula como presidente, o PT tornou-se o maior partido da Câmara. Dos 16 parlamentares da bancada em 1986, os petistas somavam agora 91 deputados. Mas enfrentavam uma oposição forte do PFL, que tinha a segunda maior bancada, com 88 eleitos. Desde 1986, na primeira Câmara após a redemocratização, o PT crescia de 16 deputados para 91. O PMDB, durante anos o maior partido, elegia agora 75 deputados federais. A recuperação peemedebista veio em 2006, na reeleição de Lula. O partido agora integrava oficialmente a aliança do presidente reeleito. E fazia 89 deputados federais. O PT elegeu, então 83 deputados. PSDB e PFL elegeram ambos 65 parlamentares na Cãmara.

Tempos de PT e de divisão

Em 2010, com a primeira eleição de Dilma Rousseff, o PT volta a eleger a maior bancada: 86 deputados. O PMDB vem em segundo, com 65, e o PSDB, com 54. Na reeleição de Dilma, em 2014, novamente é o PT que elege a maior bancada, mas com o PMDB nos seus calcanhares. Os petistas elegeram 68 deputados e os peemedebistas, 65. Um pouco do que aconteceu no parlamento depois com Dilma, após a vitória de Eduardo Cunha, do PMDB, como presidente da Câmara, pode ser explicado por essa divisão. Inviabilizada politicamente, Dilma acabou sofrendo processo de impeachment em 2016. A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 encontrou uma Câmara mais fragmentada. O PT seguia com a maior bancada, mas elegendo 54 deputados. Dois a mais apenas que o PSL, partido de Bolsonaro, que elegeu 52. Somando ao DEM, para depois formar o que hoje é o União Brasil, os dois partidos elegeram 81 deputados. O PMDB perdia quase a metade dos deputados elegera em 2014: de 65 caía para 34. Veja abaixo a evolução das bancadas desde 1986 até agora:
Veja a nova composição da Câmara PL terá a maior bancada de senadores. Veja como ficará o Senado
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