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Internacional

Imperialismo norte-americano e petróleo: A Venezuela é vítima do ataque covarde

Crise na Venezuela expõe disputas globais por energia e influência regional.

Chico Vigilante

Chico Vigilante

3/1/2026 | Atualizado às 17:14

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O ataque covarde perpetrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3) não é um evento isolado. É a expressão mais violenta de uma política imperialista que há décadas determina que as riquezas dos povos do Sul global são uma presa a ser devorada. Sequestrar um presidente, invadir uma nação soberana sob falsos pretextos jurídicos é a volta, sem qualquer máscara, da barbárie colonial. Não se trata de defender governos, mas de defender o princípio elementar da autodeterminação dos povos, pisoteado pelas botas de Donald Trump.

A narrativa construída é um teatro macabro e já conhecido. Classificar a Venezuela como "Estado narcotraficante" é a mesma farsa utilizada para justificar invasões, destruir nações e assassinar líderes que ousam colocar seus recursos naturais a serviço de seu próprio povo. A história recente é um livro aberto manchado de sangue e petróleo. Saddam Hussein não foi morto por ser ditador, mas porque desafiava o controle estadunidense sobre o petróleo iraquiano.

Ataque à Venezuela reacende debate sobre soberania e recursos estratégicos.

Ataque à Venezuela reacende debate sobre soberania e recursos estratégicos.Divulgação/Casa Branca

O mesmo roteiro de horror se aplicou à Líbia. Uma nação que, com todas suas contradições, havia erradicado o analfabetismo e garantido dignidade social a seu povo, foi reduzida a escombros e ao caos tribal por uma intervenção "humanitária" da OTAN. Seu petróleo, hoje, flui em meio ao caos, controlado por milícias e corporações estrangeiras. O objetivo nunca foi democracia ou liberdade. Foi, é e sempre será, o saque sistemático. A Venezuela, detentora de grandes reservas petrolíferas do planeta, sempre esteve na mira. O cerco econômico, as sanções criminosas que asfixiam o povo, e agora a invasão militar, são atos de uma mesma guerra de conquista.

E aqui chegamos ao cerne da questão que deveria gelar a espinha de todo brasileiro patriota: o petróleo é o denominador comum de toda essa tragédia. Acreditamos que a descoberta do monumental pré-sal, conquista dos guerreiros e guerreiras da Petrobras, seria um caminho soberano para o desenvolvimento. Não preparamos a defesa contra a reação do império. E o ataque deste sábado abre sérios precedentes e riscos para a ordem global.

O que assistimos na Venezuela hoje é a versão militarizada e golpe institucional. Quando os recursos estratégicos escapam ao controle direto de Wall Street e do complexo industrial-militar, o império aciona seu repertório. Desestabilização, guerra econômica, cerco midiático e, se necessário, a força bruta. O sequestro de Maduro é uma mensagem clara a todos os governos e povos que ousam resistir: a submissão é a única opção tolerada.

Diante deste quadro de extrema gravidade, a postura de setores da extrema-direita brasileira é nojenta e traidora. São "patriotários", falsos patriotas, que, movidos por um ódio ideológico cego, aplaudem a invasão de uma nação irmã e o assassinato de sua soberania. Covardes, que de seus apartamentos confortáveis pedem intervenção estrangeira, sem perceber que a bomba que celebram hoje em Caracas pode estar dirigida amanhã aos nossos recursos, ao nosso território, à nossa gente. A atitude do presidente argentino, alinhando-se a Trump, é uma vergonha para a América Latina e pela integração soberana.

Portanto, minha posição é de irrestrita solidariedade ao povo venezuelano, vítima dessa agressão ilegal. É de denúncia veemente ao imperialismo norte-americano e seus agentes locais. E é de alerta máximo ao povo brasileiro. A defesa da Petrobras, do pré-sal, da nossa soberania energética e nacional não é uma pauta econômica. É uma trincheira na luta pela nossa própria existência como nação livre. A Venezuela resiste hoje pelo seu direito. Nossa obrigação é lutar, por todos os meios democráticos, para que o Brasil nunca seja a próxima vítima na lista sangrenta do império do petróleo. A luta é uma só: pela Pátria Grande, livre e soberana.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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