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Combate à corrupção
13/2/2026 17:00
Aconteceu de novo: mais uma vez o Brasil figura como um dos países em que a corrupção é mais percebida pela população, no ranking de 2025 preparado pela organização não governamental Transparência Internacional e divulgado esta semana. Para se ter uma ideia do descalabro, os brasileiros atribuíram ao seu país a nota 35, em um total de 100. Ocupamos uma vexatória 107ª posição na lista de 182 nações analisadas pelo Índice de Percepção da Corrupção (IPC).
Os motivos de tamanha descrença da população quanto à integridade de suas instituições são muitos. Entre os que mais se destacaram para os pesquisadores, estão os escândalos dos descontos indevidos aos aposentados e pensionistas do INSS, e o do Banco Master, com suas ramificações explosivas entrelaçando o mercado financeiro, o crime organizado e a classe política. Também pesou contra a reputação do Brasil o imbróglio entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional em relação às chamadas "emendas Pix", que carecem de rastreabilidade.
Naturalmente, esse quadro só serve para acirrar ainda mais a indignação popular que se percebe pelas ruas, nos bares, na imprensa, nas igrejas, nas conversas de família. Os brasileiros estão fartos de se sentirem reféns de um Estado que, em vez de garantir-lhes o bem-estar para que produzam e vivam amparados por seus direitos, está capturado por interesses mesquinhos que lhes tiram mais em impostos do que lhes retornam em serviços.
Foi essa mesma indignação que me levou a abandonar minha trajetória de instrutor da área de segurança para ingressar na política. Uma vez eleito para o Senado Federal em 2018, fiz do combate à corrupção uma de minhas principais lutas, traduzida em 14 proposições legislativas sobre esse tema, que vão de Propostas de Emendas à Constituição (PECs) a projetos de lei ordinários e complementares.
É uma pena, mas já virou clichê alguém dizer que é preciso "passar o Brasil a limpo". De tanto ser repetida sem causar efeitos concretos, a frase já perdeu seu impacto e hoje ressoa indiferente entre a população, mas seu sentido – e a necessidade que ela implica – não podem se perder. Mais uma vez colocada em xeque e acossada por acusações de malfeitos de uma minoria que usurpa o Estado em proveito próprio, a parcela da classe política que é séria e comprometida com sua missão de liderar o Brasil pelo bem dos brasileiros precisa reagir.
Eu e muitos outros que estão nas trincheiras ao meu lado seguimos lutando por isso. A CPI do Banco Master, da qual assinei todos os quatro requerimentos de instalação que circulam pelo Congresso Nacional, quando instalada, terá adiante de si a missão de lançar luz sobre as históricas relações escusas entre o mercado financeiro, a lavagem de dinheiro das organizações criminosas transnacionais e até mesmo o envolvimento, favorecimento e financiamento de autoridades públicas no Brasil.
Se vencermos as resistências que se organizam nos subterrâneos de Brasília, será uma oportunidade única de cortarmos na carne e extirparmos o que há de podre na República brasileira. Mas isso não é tudo. As Eleições Gerais de 2026 se aproximam e o eleitor precisa fazer a sua parte. O voto consciente é a maneira mais eficaz e democrática de mudar a forma com o que os brasileiros se veem e como querem que as coisas públicas sejam feitas no nosso país. Ainda há esperança.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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