Entrar
Cadastro
Entrar
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Gestão empresarial
19/2/2026 11:00
Em um cenário marcado por novas exigências regulatórias, pressão por práticas ESG, eventos climáticos extremos e cadeias cada vez mais complexas, empresas brasileiras vêm descobrindo que alguns dos maiores prejuízos operacionais e financeiros não estão onde elas enxergam, mas justamente onde não monitoram. Os chamados riscos invisíveis da cadeia de suprimentos seguem custando milhões às organizações, muitas vezes de forma silenciosa, até se transformarem em crises.
Nos últimos anos, a cadeia de suprimentos deixou de ser apenas um tema operacional e passou a ocupar espaço estratégico nas decisões de negócio. No Brasil, cadeias longas, múltiplos níveis de fornecedores e alto grau de terceirização ampliam a exposição a riscos que dificilmente aparecem nos controles tradicionais.
O custo do que não se vê
Riscos invisíveis são aqueles que não estão diretamente ligados ao fornecedor imediato, mas a etapas mais profundas da cadeia fornecedores indiretos, subcontratados ou operações que não passam por processos estruturados de avaliação. Eles envolvem desde questões trabalhistas, ambientais e de compliance até falhas financeiras e operacionais.
Quando esses riscos não são identificados de forma preventiva, o impacto costuma ser abrupto, resultando em paralisações, atrasos, multas regulatórias e danos reputacionais.
Os maiores prejuízos da cadeia de suprimentos vêm justamente do que as empresas não monitoram.
Da gestão operacional à decisão estratégica
Durante muitos anos, a gestão de fornecedores esteve centrada em critérios como preço, prazo e capacidade produtiva. Hoje, esses fatores já não são suficientes. Aspectos como saúde financeira, conformidade regulatória, práticas ESG e resiliência passaram a ser determinantes.
Gerir riscos na cadeia não é mais uma questão técnica. É uma decisão de negócio que influencia diretamente a capacidade de crescimento das empresas.
Empresas com cadeias extensas enfrentam um desafio recorrente: a falta de visibilidade sobre quem realmente está envolvido na entrega de produtos e serviços. Avaliações pontuais tendem a se tornar rapidamente obsoletas.
O monitoramento contínuo e o uso de dados permitem antecipar riscos e reduzir perdas.
Visibilidade não é apenas saber quem é o fornecedor direto, mas entender como os riscos se conectam ao longo da cadeia e como eles evoluem com o tempo.
Os efeitos de uma cadeia de suprimentos mal monitorada vão além do impacto financeiro. Falhas de fornecedores podem rapidamente se transformar em crises reputacionais, afetando clientes, investidores e parceiros.
Hoje, investidores e parceiros querem garantias de que os riscos estão sendo geridos de forma estruturada, e isso inclui toda a cadeia de suprimentos.
A gestão de riscos na cadeia de suprimentos deixou de ser opcional. Com regulações mais rigorosas e cadeias cada vez mais interdependentes, empresas que não investirem em visibilidade e controle estarão mais expostas a perdas significativas.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
Temas