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Eleições 2026

O culto, o boleto e o voto em 2026

Como a fé virou atalho de campanha e por que o preço dessa mistura aparece no caixa do mercado, na fila do SUS e no clima da escola.

Eduardo Vasconcelos

Eduardo Vasconcelos

20/2/2026 16:00

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Um sábado qualquer: feira lotada, preço do tomate discutido aos berros, um áudio no WhatsApp dizendo que "Deus vai levantar um presidente para acabar com a inflação", e um candidato que aparece no culto como quem vai ao cartório reconhecer firma. A eleição presidencial de 2026 acontece nesse Brasil real — onde religião, economia e política não estão separadas na vida cotidiana, mas deveriam ser separadas na regra do jogo. Quando a fé vira ferramenta eleitoral, a conversa sobre salário, juros, imposto e emprego é trocada por guerra moral. E aí quem paga a conta não é o "sistema": é a família que parcela o gás, é a merendeira que vê o preço subir, é o dono da padaria que toma juros de 15% ao ano e chama isso de "normal".

A cena que ninguém quer admitir: o candidato entrou no templo porque o templo virou palanque

A eleição de 2026 não vai ser decidida só em debate na TV. Vai ser decidida no grupo da família, no culto de domingo, na porta da escola, na fila da UBS e no balcão do comércio. E isso não é "teoria": é método.

O Censo 2022 mostrou um Brasil religiosamente mais dividido e mais plural: o catolicismo segue majoritário, mas caiu para 56,7%, enquanto os evangélicos chegaram a 26,9%, e o grupo "sem religião" cresceu para 9,3% (IBGE, 2025). Esses números não são só "religião". São mapa de influência — de linguagem, de redes de apoio, de valores, e, sim, de capacidade de mobilização.

Aí entra a política, com fome de atalho. Em vez de convencer pelo plano econômico (que dá trabalho e exige prova), parte dos candidatos prefere convencer pela identidade: "quem é do bem vota em mim". É um truque eficiente porque transforma voto em sinal de pertencimento, não em decisão sobre política pública.

E quando o voto vira sinal, qualquer crítica vira ataque. Criticou o candidato? "Perseguição à igreja." Criticou um projeto? "Guerra contra Deus." Criticou uma pauta moral? "Ataque à família." O resultado é que a discussão sobre inflação, juros, tributação e emprego vira fumaça — e, no meio da fumaça, passa boiada.

Isso importa porque economia não é abstração. Economia é o preço do arroz, o crédito do MEI, a taxa do cartão, o remédio que falta e o ônibus que não vem.

A fé vira instrumento de identidade e medo, e a discussão sobre crédito, emprego e serviços públicos fica em segundo plano.

A fé vira instrumento de identidade e medo, e a discussão sobre crédito, emprego e serviços públicos fica em segundo plano.Freepik

A economia de 2026 não está "boa" nem "ruim": está cara, seletiva e nervosa

Vamos parar de falar "o mercado" como se fosse uma entidade mística. Em 2026, quem sente a economia são pessoas específicas, em situações específicas.

  • A diarista que compra comida em mercado de bairro e percebe que a conta não perdoa "mês bom".
  • O dono do bar que compra bebida, gás e carne e ajusta preço com medo de perder cliente.
  • A mãe que pega dois ônibus e faz conta de material escolar.
  • O pequeno comerciante que tenta capital de giro e descobre que o juro come o lucro.

O IPCA fechou 2025 em 4,26%, com energia elétrica pesando no ano (IBGE, 2026a). E a Selic foi mantida em 15,00% ao ano em janeiro de 2026 (Banco Central do Brasil, 2026). Isso, na prática, significa três coisas bem concretas:

  1. Crédito mais caro: parcelamento vira armadilha e empréstimo vira roleta.
  2. Empresa pequena sufocada: o caixa gira, mas o juro gira mais rápido.
  3. Governo pressionado: dívida custa mais, investimento público fica mais disputado.

Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho teve melhora: a taxa de desocupação ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, com 103 milhões de ocupados (IBGE, 2026b). Ótimo — mas vamos falar a verdade inteira: emprego pode subir e a vida continuar apertada quando o salário não acompanha o custo de vida, quando o aluguel pesa, quando o transporte sobe, quando o juros transforma qualquer emergência em dívida longa.

É nesse cenário — inflação controlada "no papel", juros altos "na veia", emprego melhor "na estatística", mas vida cara "no bolso" — que religião e política se encontram. Porque promessa milagrosa combina com ansiedade econômica.

Como a fé entra na eleição: não é só crença, é rede, linguagem e disciplina social

Religiosidade no Brasil não é só oração. É rede de apoio real. Tem igreja que ajuda com cesta básica, arruma emprego, faz visita no hospital, acolhe dependente químico, organiza doação e dá sentido para quem está no limite. Ignorar isso é burrice — e desrespeito.

O problema começa quando um político pega essa rede, troca o conteúdo e coloca propaganda no lugar.

Isso acontece por três vias bem típicas:

A via da autoridade moral: o candidato tenta emprestar para si a credibilidade do líder religioso. Não é "eu fiz", é "Deus me escolheu". A mensagem sai blindada: quem discorda parece que discorda de Deus.

A via do inimigo moral: em vez de debater orçamento, o candidato cria um inimigo difuso — "globalistas", "comunistas", "anti-família", "anti-cristãos". A economia vira figurante, a guerra moral vira protagonista.

A via do atalho emocional: medo e esperança são atalhos. "Se o outro ganhar, vai fechar igreja." "Se eu ganhar, vai ter prosperidade." "A inflação é espiritual." Isso é útil eleitoralmente porque dispensa prova.

E esse tipo de discurso não é "opinião"; muitas vezes esbarra na lei eleitoral. A Justiça Eleitoral já tratou de propaganda e condutas em ambiente religioso, inclusive aplicando punições por propaganda em culto (TSE, 2021). Além disso, o TSE sistematiza entendimento sobre abuso do poder religioso, geralmente analisado quando há entrelaçamento com abuso econômico e uso indevido de meios (TSE, 2026c). Não é simples, não é automático, mas existe um recado: templo não foi feito para virar comitê.

Em 2026, com campanha a partir de 16 de agosto e votação em 4 de outubro (TRE-SP, 2026), a tendência é que isso fique ainda mais quente — principalmente porque o conflito dá clique e o clique dá voto.

"Ah, mas a bancada evangélica…": influência política existe e não é invisível

Vamos falar com nomes e documentos, sem folclore.

A Frente Parlamentar Evangélica é formalmente registrada e tem lista pública de membros na Câmara (Câmara dos Deputados, 2023). Isso não significa que "os evangélicos mandam" nem que exista uma cabeça única. Significa o básico: há coordenação política explícita em torno de identidade religiosa.

E por que isso importa para a eleição presidencial? Porque presidente governa com Congresso. Presidente precisa de base. Presidente negocia orçamento, pauta, indicação, regulação, política econômica, política social. Então a pergunta correta não é "quem vai ganhar o voto religioso", e sim:

que tipo de compromisso institucional vai ser exigido em troca de apoio?

Em ano de juros altos e conflito distributivo, esse "apoio" costuma custar caro. Às vezes custa emenda. Às vezes custa ministério. Às vezes custa pauta moral que vira distração perfeita para votação econômica impopular.

Quando economia vira "prosperidade": a fé usada como explicação simplista para problemas complexos

Tem uma parte do discurso religioso que, em si, é legítima: esperança, dignidade, disciplina, solidariedade. O problema é quando a campanha transforma economia em "prosperidade", como se fosse uma chave espiritual.

Vamos traduzir: quando alguém diz "com Deus no comando, a inflação acaba", ele está dizendo que não vai explicar política fiscal, política monetária, cadeia de preços, energia, câmbio e crédito. Ele está pedindo um cheque em branco.

Economia não funciona com frase de efeito. Funciona com escolhas que geram ganhadores e perdedores.

Exemplo concreto, bem pé no chão:

Se a Selic fica em 15% ao ano, quem tem dinheiro aplicado adora — rende. Quem precisa de crédito detesta — paga. O dono de oficina que quer trocar elevador automotivo, o mercadinho que quer geladeira nova, o MEI que precisa girar estoque: todo mundo sente (Banco Central do Brasil, 2026). Aí aparece o candidato dizendo "vou acabar com os juros na canetada". Mentira. Juros caem com credibilidade fiscal, expectativa de inflação, risco, política monetária e cenário externo. Promessa fácil é só marketing.

E quando o candidato mistura isso com fé — "Deus vai derrubar os juros" — ele só troca argumento por unção.

A armadilha moral: enquanto você discute banheiro e livro, alguém está mexendo no seu bolso

Aqui vai a posição — sem rodeio.

Misturar religião com campanha do jeito que vem sendo feito não eleva a política; rebaixa a fé e empobrece o debate econômico. E, na eleição de 2026, essa mistura tende a ser usada como cortina de fumaça.

A pauta moral tem seu lugar na sociedade. Mas campanha presidencial decide coisas como:

  • regra de imposto e arrecadação,
  • teto/âncoras e gasto público,
  • investimento em escola e saúde,
  • preço de energia e política de combustíveis,
  • crédito, juros e estímulos,
  • política industrial e infraestrutura.

Se o debate público fica preso em "quem é mais de Deus", o orçamento passa quase sem gente olhando.

E não é teoria: quando a atenção pública fica excitada por guerra cultural, é o momento perfeito para votar mudanças técnicas que a maioria nem entende — e que, depois, aparecem na conta de luz, no preço do transporte ou no aperto do SUS.

"Mas a religião ajuda o povo": sim, e justamente por isso precisa de limite

A crítica óbvia à minha posição é esta: "você está atacando a religião do povo e querendo calar igrejas". Não. Essa crítica confunde duas coisas:

  1. Liberdade religiosa: direito de crer, pregar, reunir, cantar, discordar, organizar comunidade.
  2. Uso eleitoral do sagrado: transformar autoridade espiritual em máquina de voto, com medo e promessa.

A primeira é direito. A segunda é manipulação — e, em certos casos, pode virar ilícito eleitoral (TSE, 2021; TSE, 2026c).

E tem mais: quando político usa fé como ferramenta, ele também joga fiéis uns contra os outros. O Brasil já tem sinais fortes de conflito. O Disque 100 registrou milhares de denúncias relacionadas a intolerância religiosa, com impacto desproporcional sobre religiões de matriz africana (MDHC, 2026). Isso é o retrato de uma sociedade em que a religião está sendo puxada para briga política.

Então, se a religião tem um papel social valioso, ela tem ainda mais razão para não virar combustível de campanha.

O "voto do fiel" não é automático — mas a segmentação é real e a eleição vai explorar isso

A campanha moderna é segmentação: mensagem diferente para público diferente, no canal certo.

No Brasil, isso passa por WhatsApp, Instagram, YouTube e por redes locais — e igreja é rede local altamente eficiente. Não precisa conspirar: basta observar.

E os dados de opinião mostram que existe diferença relevante de avaliação política por recorte religioso. Pesquisa Datafolha divulgada em dezembro de 2025 indicou avaliação melhor do governo entre católicos do que entre evangélicos, com diferença marcante nas faixas "bom/ótimo" e "ruim/péssimo" (CartaCapital, 2025). Isso não significa "católico vota assim" e "evangélico vota assado". Significa que campanha vai mirar nessas diferenças como mira em região, renda e idade.

O risco é óbvio: em vez de discutir proposta econômica com prova, vai se vender identidade com slogan — e, se der certo, o próximo governo entra com licença para governar por ressentimento, não por plano.

A escola e o posto de saúde viram trincheira quando a campanha invade o púlpito

Se isso fosse só "debate de internet", ainda dava para ignorar. Mas chega na vida real.

Na escola, a diretora ouve reclamação: "professora está doutrinando". No posto de saúde, o agente comunitário escuta: "tal governo quer liberar isso ou aquilo". No CRAS, a assistente social vira alvo por causa de fake. No ônibus, o cobrador escuta sermão político em voz alta.

E o comércio sente na hora. Quando a cidade polariza, cliente vira fiscal moral. Um cartaz, uma fala, uma postagem e pronto: boicote. Quem vende marmita e quem corta cabelo não tem equipe de crise. Tem boleto.

Essa é a consequência prática de transformar religião em arma eleitoral: o conflito desce para a rua.

O que deveria ser "fé na política": limite claro, debate econômico sério, e menos teatro

Religiosidade não vai desaparecer do Brasil — e nem deveria. O ponto é outro: qual é o limite saudável para que fé não vire ferramenta de poder?

Limite saudável é simples de entender, difícil de praticar:

  • Líder religioso pode falar de valores — honestidade, compaixão, justiça, responsabilidade.
  • O que não dá é pedir voto, promover candidato, demonizar adversário como "inimigo de Deus", e vender milagre econômico como se fosse promessa espiritual.

E do lado da política:

  • Candidato pode ter fé. Óbvio.
  • O que não dá é governar com catecismo eleitoral, trocando política pública por guerra moral.

Economia exige que o candidato diga, com clareza:

  • como pretende lidar com juros altos e crédito caro (Banco Central do Brasil, 2026);
  • como pretende manter inflação sob controle sem empurrar custo para energia e comida (IBGE, 2026a);
  • como pretende sustentar emprego com produtividade, não só com discurso (IBGE, 2026b).

Isso é "transformador" na prática? Só se vier com medida concreta: regra fiscal crível, programa de crédito com fonte de funding, reforma tributária com efeito distributivo explícito, plano de energia com investimento e regulação. Sem isso, é frase.

Conclusão (sem teatro)

Se a eleição de 2026 virar disputa de quem fala mais "Deus" em cima do palanque, o Brasil vai eleger um pregador de slogan e continuar pagando juro de banco e conta de luz no mundo real. Antes de repassar um vídeo "profético" no WhatsApp, faz um favor imediato: cobra do candidato duas linhas objetivas — o que ele vai fazer com juros, inflação e imposto — e guarda o resto para o culto.


Referências

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Copom mantém a taxa Selic em 15,00% a.a. Brasília, DF: BCB, 28 jan. 2026. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21008/nota. Acesso em: 19 fev. 2026.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional (membros). Brasília, DF: Câmara dos Deputados, 2023. Disponível em: https://www.camara.leg.br/deputados/frentes-parlamentares/57/54477/membros. Acesso em: 19 fev. 2026.

CARTACAPITAL. Como católicos e evangélicos avaliam o governo Lula, segundo novo Datafolha. São Paulo: CartaCapital, 6 dez. 2025. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/como-catolicos-e-evangelicos-avaliam-o-governo-lula-segundo-novo-datafolha/. Acesso em: 19 fev. 2026.

IBGE. Censo 2022: católicos seguem em queda; evangélicos e sem religião crescem no país. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 6 jun. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43593-censo-2022-catolicos-seguem-em-queda-evangelicos-e-sem-religiao-crescem-no-pais. Acesso em: 19 fev. 2026.

IBGE. IPCA em dezembro vai a 0,33% e acumula 4,26% em 2025. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 9 jan. 2026a. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45613-ipca-em-dezembro-vai-a-0-33-e-acumula-4-26-em-2025. Acesso em: 19 fev. 2026.

IBGE. PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 5,1% e taxa de subutilização é de 13,4% no trimestre encerrado em dezembro. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 30 jan. 2026b. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/45758-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-5-1-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-13-4-no-trimestre-encerrado-em-dezembro. Acesso em: 19 fev. 2026.

MDHC (MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA). Intolerância religiosa segue como violação recorrente em 2026, apontam dados do Disque 100. Brasília, DF: MDHC, 21 jan. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/intolerancia-religiosa-segue-como-violacao-recorrente-em-2026-apontam-dados-do-disque-100. Acesso em: 19 fev. 2026.

TRE-SP (TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SÃO PAULO). Eleições 2026: confira as principais datas e regras do pleito. São Paulo: TRE-SP, 7 jan. 2026. Disponível em: https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Janeiro/eleicoes-2026-confira-as-principais-datas-e-regras-do-pleito. Acesso em: 19 fev. 2026.

TSE (TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL). TSE mantém multa a pastores e candidata por propaganda eleitoral durante culto religioso. Brasília, DF: TSE, 24 jun. 2021. Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Junho/tse-mantem-multa-a-pastores-e-candidata-por-propaganda-eleitoral-durante-culto-religioso. Acesso em: 19 fev. 2026.

TSE (TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL). Abuso do poder religioso (Temas Selecionados). Brasília, DF: TSE, atualização em 7 jan. 2026c. Disponível em: https://temasselecionados.tse.jus.br/temas-selecionados/inelegibilidades-e-condicoes-de-elegibilidade/parte-i-inelegibilidades-e-condicoes-de-elegibilidade/abuso-de-poder-e-uso-indevido-de-meios-de-comunicacao-social/caracterizacao/abuso-do-poder-religioso. Acesso em: 19 fev. 2026.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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