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Reforma política
6/3/2026 10:00
O Brasil é a terra de políticos espertalhões e sem escrúpulos. Usam a política para tirar proveito da coisa pública, esquecendo que ela existe para servir à sociedade, não para servir-se dela.
Assim, votar acaba sendo, em muitos casos, apenas dar emprego a políticos, enquanto milhões de eleitores permanecem desempregados. O voto, da forma como está estruturado, não altera o ciclo corrompido da política brasileira.
O voto deveria ser facultativo, como ocorre em diversas democracias. Seria um passo para devolver liberdade ao eleitor. No entanto, no Congresso, essa proposta é sistematicamente barrada pela casta política brasileira — os "profissionais da política", que lucram com a obrigatoriedade.
A obrigatoriedade do voto não tem contribuído para melhorar os rumos institucionais, as políticas públicas ou as prioridades sociais. O país continua avançando lentamente na solução de seus graves problemas.
O sistema político brasileiro permanece viciado, favorecendo corruptos ou aqueles que se deixam corromper pelas facilidades do poder. A filiação partidária é pouco criteriosa: partidos funcionam mais como máquinas eleitorais do que como instituições que defendem valores e condutas. Qualquer candidato despreparado encontra espaço nos partidos, e os tribunais eleitorais falham ao permitir esses registros.
O Brasil precisa de mecanismos de recuperação da política, com propostas que devolvam poder ao eleitor e moralidade às instituições:
Essas propostas já foram discutidas, mas sempre esbarram nos interesses da própria classe política, que controla o processo legislativo e se beneficia da manutenção do sistema atual.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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