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Eleições
10/3/2026 13:00
Durante meses, o deputado federal Rodrigo Valadares foi tratado como figura secundária dentro da oposição em Sergipe. Desde que assumiu o controle do Partido Liberal no estado, passou a ser sistematicamente escanteado por lideranças oposicionistas. Em setembro de 2025, reagiu ao cenário ao indicar sua esposa, a vereadora Moana Valadares, para a presidência estadual da legenda.
Poucos meses depois, em dezembro, o grupo liderado pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, decidiu deixar o PL e migrar para o Republicanos. Na mesma direção seguiram os irmãos Amorim e o grupo político ligado ao prefeito Valmir de Francisquinho, redesenhando o campo da oposição sergipana.
O cenário começou a mudar na segunda quinzena de fevereiro, quando veículos de comunicação divulgaram uma lista do senador Flávio Bolsonaro com nomes estratégicos do bolsonarismo para as eleições estaduais de 2026, entre eles, Sergipe.
A partir daí, o jogo político ganhou novos contornos. Antes visto como coadjuvante, Rodrigo Valadares passou a ocupar o centro do tabuleiro ao apresentar uma chapa "puro-sangue" do PL. Foram apresentados o jornalista e vice-prefeito de Aracaju Ricardo Marques como pré-candidato ao governo, e eu como pré-candidato ao Senado, somando-se à própria pré-candidatura de Valadares à outra vaga no Senado.
Em entrevista recente, durante viagem aos países árabes, Flávio Bolsonaro ao lado de Rodrigo Valadares afirmou a imprensa sergipana que o processo eleitoral (PL) seria comandado por Rodrigo.
O movimento sacudiu a política sergipana. No campo governista, a reação foi imediata e tensa. Nos bastidores da oposição, começaram a surgir apelos por "união", "realinhamento" e "pacificação". Multiplicaram-se matérias defendendo um acordo político, desde que sob o controle das antigas lideranças.
Mas a resposta de quem antes era tratado como figurante veio direta.
Sem rodeios, Rodrigo Valadares cravou a posição do partido: a chapa puro-sangue do Partido Liberal em Sergipe é irreversível.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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