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Eleições 2026

Mentiras, rachadinhas e o sonho de ser um Milei tropical

A campanha começa com mentiras nas redes enquanto o país debate dois projetos opostos para o Brasil.

Zeca Dirceu

Zeca Dirceu

12/3/2026 12:30

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O período pré-eleitoral já começou a aquecer as redes e os discursos com um ingrediente tóxico que infelizmente se tornou especialidade da extrema-direita brasileira: a disseminação de mentiras. O que vemos agora é apenas uma prévia do bombardeio de desinformação que virá, numa tentativa desesperada de distorcer as conquistas reais do governo Lula e maquiar um passado recente que a população não pode esquecer.

Enquanto o Brasil colhe os frutos de um governo que reconstruiu o país após o desastre da gestão Bolsonaro, figuras como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam se reinventar. Até outro dia estava envolto em denúncias de práticas criminosas, agora quer posar de "bom moço" e se intitula uma espécie de "Milei tropical". O objetivo é empunhar a motosserra contra os direitos históricos dos trabalhadores e da classe média, num projeto que mistura privatizações e uma agenda reacionária.

Mas a memória do brasileiro não é tão curta quanto a extrema-direita gostaria. Flávio Bolsonaro é um político de longa data que pouco produziu, pouco trabalhou e pouco realizou, a não ser acumular suspeitas contra si. Desde a compra de uma mansão em Brasília em 2021, por R$ 6 milhões na época, com metade em financiamento questionável e subsidiado do BRB — banco envolvido nas falcatruas do Banco Master — até a prática de rachadinhas quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, seu histórico é pontuado de denúncias: lavagem de dinheiro via loja de chocolates, ligação com milicianos, incitação a atos antidemocráticos e, mais recentemente, o pedido absurdo para que Donald Trump bombardeasse a Baía de Guanabara, numa afronta inaceitável à soberania nacional.

O projeto que ele defende é o mesmo que levou o Brasil de volta ao Mapa da Fome, flagelo agora debelado de novo por Lula. O modelo defendido pelo filho do ex-presidente que está na Papuda é o da "fila do osso", do desemprego de dois dígitos, das privatizações antinacionais e da vassalagem incondicional aos EUA.

Redes sociais voltam a ser campo de guerra narrativa entre projetos políticos distintos para o país.

Redes sociais voltam a ser campo de guerra narrativa entre projetos políticos distintos para o país.Freepik

Enquanto a oposição aposta na mentira, os números do governo Lula falam por si só. Em três anos, o Brasil foi profundamente transformado: o crescimento médio do PIB no triênio 2023-2025 é de 3% ao ano, superando a média mundial. O desemprego atingiu a menor taxa da história (5,1% no final de 2025), com mais de 103 milhões de brasileiros ocupados — outro recorde. Para efeito de comparação, com Bolsonaro a taxa de desemprego era elevada, com picos de 13,9% em 2021.

Com Lula, o salário mínimo voltou a ter valorização real, impulsionando a massa salarial a recordes. A inflação média do quadriênio 2023-2026 é a menor da história (IPCA fechou 2025 em 4,3%), contrastando com os 27% acumulados e os picos de dois dígitos na gestão anterior. O Brasil alcançou o menor índice de desigualdade (Gini) da história e saiu do Mapa da Fome da FAO em 2025. A pobreza e a extrema pobreza estão nos menores níveis já registrados. Enquanto isso, o governo bancou a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, fazendo os super-ricos finalmente pagarem impostos;

A Bolsa de valores bateu recordes, ultrapassando 184 mil pontos. A entrada de capital estrangeiro só em janeiro de 2026 foi de US$ 26 bilhões. O Brasil abriu 500 novos mercados para seus produtos, deixando para trás a posição de pária internacional e retomando o respeito no cenário global.

As pesquisas eleitorais atuais são apenas um retrato de um momento, num país ainda polarizado e marcado pelo ódio semeado nos últimos anos. Elas mostram o presidente Lula com intenções de voto entre 46% e 51%, o que não é pouca coisa diante de uma máquina de desinformação tão poderosa.

Quando a propaganda gratuita no rádio e na TV permitir que a população confronte os dois modelos, a verdade virá à tona. De um lado, o projeto de Lula: includente, soberano, democrático, com justiça social e em defesa dos trabalhadores, da classe média e do setor produtivo. De outro, o modelo defendido por Flávio Bolsonaro, o "Milei tropical": um vassalo de Trump que propõe o caos social argentino para o Brasil — corte brutal de direitos, arrocho salarial e fome.

O filho do ex-presidente presidiário é refém de um modelo falido, que privilegia rentistas e o mercado financeiro em detrimento do povo. A história recente já provou que essa aventura neoliberal é ultrapassada e desastrosa. O povo brasileiro já sentiu na pele o gosto amargo da motosserra e não vai se deixar enganar novamente por aqueles que sempre tiraram proveito do Estado enquanto pregam o seu fim.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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