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Economia
12/3/2026 17:00
O Brasil atravessa um momento decisivo de reorganização econômica e institucional. A aprovação da reforma tributária, os avanços na agenda de sustentabilidade e a crescente digitalização da economia indicam que o país passa por transformações estruturais inadiáveis.
Em processos dessa natureza, um elemento se torna particularmente determinante: a confiança nas informações que orientam decisões públicas e privadas. Economias modernas dependem de instituições capazes de produzir dados confiáveis, de reduzir incertezas e de garantir segurança jurídica no ambiente de negócios.
A contabilidade é o cerne dessa confiança. É ela que sustenta o mercado ao organizar informações capazes de revelar a realidade econômica das organizações. A partir desses registros, empresas analisam desempenho, planejam investimentos e avaliam riscos, enquanto governos, investidores e mercados fundamentam decisões com base em dados sólidos e comparáveis.
Essa dinâmica se torna particularmente visível na implementação da reforma tributária brasileira. O novo sistema exigirá adaptação das estruturas empresariais, revisão de rotinas, integração tecnológica e interpretação qualificada das normas que orientarão a incidência e a apuração de tributos. Durante o período de transição, regimes distintos coexistirão, ampliando a complexidade operacional para empresas e para o próprio Estado.
É nesse contexto que a atuação dos profissionais da contabilidade se torna central. São eles que traduzem normas em práticas, sistematizam dados e asseguram consistência técnica na aplicação das regras. Em grande medida, a efetividade de mudanças institucionais dessa magnitude depende da capacidade técnica de converter diretrizes legais em realidade operacional.
Não por acaso, o Brasil conta hoje com mais de meio milhão de profissionais da contabilidade atuando em empresas de todos os portes, no setor público e em diversos segmentos da economia. Esse capital técnico é um dos pilares do desenvolvimento econômico no país e tem contribuído para tornar o Brasil referência internacional em transparência e controle, como demonstra o modelo brasileiro de prestação de contas eleitorais.
Esse protagonismo exige investimento em qualificação, adequação às inovações tecnológicas e posicionamento estratégico da profissão contábil frente a desafios contemporâneos como governança, sustentabilidade, transformação digital e novas formas de produção e análise de dados.
Para mim, tudo isso é um chamado. À frente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), reafirmo o compromisso de trabalhar, com firmeza e responsabilidade, por esses avanços e de promover iniciativas voltadas à governança da profissão, à qualidade da informação contábil e à proteção da sociedade. Fortalecer a contabilidade, portanto, significa consolidar a confiança que ampara a economia, confere previsibilidade ao ambiente de negócios e protege a sociedade, condições indispensáveis para que o país cresça com transparência, segurança jurídica e estabilidade.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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