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Flávio Bolsonaro: o blefe da rampa

Declaração de Flávio Bolsonaro mobiliza apoiadores, mas esbarra em limites jurídicos claros.

Júlio César Cardoso

Júlio César Cardoso

13/3/2026 16:30

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A recente afirmação do senador Flávio Bolsonaro de que seu pai, Jair Bolsonaro, "vai subir a rampa do Planalto junto com o povo brasileiro" em janeiro de 2027 soa mais como um recurso retórico do que como uma possibilidade concreta. Trata-se de um blefador tentando agradar a plateia de rebanho. É o desespero de um candidato natimorto.

Do ponto de vista jurídico, o cenário é cristalino: um condenado pelo Supremo Tribunal Federal que esteja cumprindo pena não possui liberdade de locomoção. A participação em qualquer evento público, especialmente uma cerimônia de posse presidencial, dependeria de autorização judicial excepcional. O cerimonial da Presidência não tem poder para liberar um preso; apenas o Judiciário poderia fazê-lo. E, dadas as circunstâncias, seria praticamente impossível que tal autorização fosse concedida.

Retórica eleitoral tenta transformar impossibilidade jurídica em narrativa de mobilização política.

Retórica eleitoral tenta transformar impossibilidade jurídica em narrativa de mobilização política.Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro

Portanto, a imagem evocada pelo senador não passa de um blefe político. Trata-se de uma narrativa simbólica, construída para mobilizar apoiadores e reforçar a ideia de continuidade familiar no poder. Mas, na prática, não há respaldo jurídico ou institucional que permita a cena descrita.

A rampa do Planalto é um símbolo da democracia brasileira, reservado ao presidente eleito e às autoridades que o acompanham. Usá-la como palco de uma promessa irreal apenas reforça o caráter retórico da declaração de um candidato político baratinado. O discurso emociona, mas não se sustenta diante da realidade legal.

Em suma: Flávio Bolsonaro não descreve um fato possível, mas sim uma metáfora política. O blefe está em transformar uma impossibilidade jurídica em promessa de campanha.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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