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Economia digital

REDATA: uma decisão estratégica para o futuro digital do Brasil

Infraestrutura digital deixou de ser apenas tecnologia. Hoje, é questão de soberania, competitividade e desenvolvimento econômico.

Fernando Marangoni

Fernando Marangoni

Joaquim Passarinho

Joaquim Passarinho

Jorge Goetten

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Julio Lopes

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Mendonça Filho

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Renata Abreu

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Vitor Lippi

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Wellington Fagundes

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Zé Silva

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15/5/2026 16:22

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O Brasil vive uma oportunidade histórica de se posicionar como protagonista da nova economia digital: a aprovação do REDATA. Em um cenário global impulsionado por inteligência artificial, computação em nuvem e processamento massivo de dados, os data centers se tornaram ativos estratégicos para o crescimento econômico e para a soberania das nações. E o Brasil tem a oportunidade de liderar essa transformação digital na América Latina.

Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), os investimentos globais em data centers ultrapassaram US$ 270 bilhões em 2025, superando setores tradicionais como petróleo, automotivo e energia renovável. O motivo é simples: quem controla a infraestrutura digital controla produtividade, inovação e competitividade.

O Brasil possui vantagens relevantes nessa disputa. Tem matriz energética limpa, mercado consumidor robusto, posição geopolítica estratégica e potencial para liderar a infraestrutura digital da América Latina. Ainda assim, o país segue perdendo investimentos pela falta de um ambiente regulatório e tributário mais competitivo, capaz de garantir segurança jurídica e previsibilidade aos investidores.

Hoje, instalar um data center no Brasil custa ao redor de 34% mais do que em países concorrentes da região, como o Chile, Colômbia e até Estados Unidos. Essa diferença já tem afastado investimentos, empregos qualificados e projetos de inovação.

É nesse contexto que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA) se torna fundamental. O programa alinha os custos do Brasil com competidores e cria condições mais equânimes para a atração de investimentos em infraestrutura digital, alinhando o Brasil às práticas adotadas pelas principais economias do mundo.

Enquanto o mundo acelera investimentos em infraestrutura digital, o Brasil tenta recuperar competitividade e evitar a fuga de projetos estratégicos.

Enquanto o mundo acelera investimentos em infraestrutura digital, o Brasil tenta recuperar competitividade e evitar a fuga de projetos estratégicos.Magnific

A coalizão de frentes parlamentares e entidades do setor produtivo tem alertado que o Brasil não pode continuar adiando decisões estratégicas ligadas à transformação digital. O REDATA representa uma política de Estado voltada à inovação, à geração de empregos, à atração de investimentos e ao fortalecimento da soberania digital brasileira.

Os impactos positivos vão muito além do setor de tecnologia. Grandes projetos de data centers movimentam a construção civil, as telecomunicações, o setor de energia, a indústria de equipamentos e a qualificação profissional. Além disso, fortalecem a segurança digital do país ao ampliar a capacidade nacional de processamento e armazenamento de dados.

O mundo já entrou na corrida global da inteligência artificial. Estados Unidos, Europa e países latino-americanos avançam rapidamente na criação de ambientes regulatórios mais competitivos para atrair investimentos.

Agora, o Brasil precisa decidir se quer participar dessa transformação ou continuar assistindo outros países capturarem investimentos bilionários que poderiam gerar emprego, inovação e desenvolvimento dentro do território nacional.

A aprovação do projeto de lei 278/2026 e do PLP 74/2026 representa um passo decisivo para garantir segurança jurídica, previsibilidade e competitividade ao setor.

Mais do que uma pauta tributária, o REDATA é uma agenda estratégica de futuro.

O Brasil ainda tem condições de liderar essa transformação digital na América Latina. Mas essa janela de oportunidade não permanecerá aberta indefinidamente.

O momento de decidir é agora.


  • Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC) e Frente Parlamentar Mista de Tecnologia e Atividades Nucleares - Deputado Júlio Lopes (PP/RJ)
  • Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios e Empreendedorismo (FPN) - Deputado Mendonça Filho (PL-PE)
  • Frente Parlamentar de Dados Abertos e Governo Digital - Deputada Renata Abreu - (Pode/SP)
  • Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) - Deputado Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (FPHDUS) - Deputado Fernando Marangoni (Podemos-SP)
  • Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMaq) - Deputado Vitor Lippi (PSD -SP)
  • Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI) - Senador Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas (FPMPE) - Deputado Jorge Goetten (Republicanos/SC)
  • Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin): Deputado José Silva (União/MG)

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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