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Política
17/6/2026 9:00
Desde a redemocratização, o Brasil viveu diferentes ciclos políticos e econômicos. De Collor a Bolsonaro, passando por FHC, Lula, Dilma e Temer, cada governo deixou marcas distintas em áreas como educação, saúde, segurança, emprego, habitação e saneamento. No entanto, muitos brasileiros — especialmente jovens — desconhecem essa trajetória e acabam presos a narrativas polarizadas, seja pela esquerda ou pela direita. Este artigo busca oferecer uma visão comparativa e realista, para que o eleitor compreenda melhor os caminhos já percorridos e os desafios que permanecem.
Na educação, FHC consolidou avanços no ensino fundamental, enquanto Lula e Dilma expandiram universidades e programas como ProUni e Fies.
Na saúde, Bolsonaro reduziu investimentos em ciência e tecnologia, gerando estagnação. O SUS, criado em 1988, foi fortalecido nos anos 1990 e 2000; o programa Mais Médicos ampliou a cobertura na era Lula/Dilma; já Bolsonaro enfrentou a pandemia com atraso na compra de vacinas e queda na expectativa de vida.
Na segurança pública, os avanços foram tímidos em todos os governos, mas a flexibilização de armas no governo Bolsonaro aumentou a violência armada.
No emprego, Plano Real trouxe estabilidade com FHC, Lula reduziu o desemprego com crescimento econômico, Dilma enfrentou recessão, e Bolsonaro registrou desemprego elevado e informalidade crescente.
Na habitação, Minha Casa, Minha Vida ampliou o acesso à moradia popular nos anos 2000, mas Bolsonaro substituiu por Casa Verde e Amarela, menos abrangente.
No saneamento básico, os avanços foram lentos em todos os governos; o marco legal do setor, entre 2017 e 2020, buscou ampliar investimentos privados, mas as desigualdades persistem.
Conclusão. A trajetória política nacional revela avanços e retrocessos ao longo das últimas décadas. Collor simbolizou a transição democrática; FHC trouxe estabilidade econômica; Lula ampliou a inclusão social; Dilma enfrentou crises; Temer priorizou reformas; e Bolsonaro registrou retrocessos em saúde, educação e políticas sociais. Seu governo é amplamente considerado o mais (fraco) problemático do período pós-regime militar, sobretudo pela gestão da pandemia, pelos cortes em políticas sociais e pelo baixo desempenho econômico.
O eleitor precisa compreender que nenhum governo é absoluto em conquistas ou fracassos. A polarização entre esquerda e direita muitas vezes distorce a realidade. O desafio atual é superar narrativas reacionárias e construir uma visão crítica baseada em dados e história, não em paixões ideológicas.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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