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Eleições 2026
3/10/2026 10:00
No próximo domingo, 4 de outubro, quase um milhão de brasileiras e brasileiros residentes no exterior irão se dirigir a embaixadas, consulados e outros locais para exercer um direito fundamental da cidadania: o voto. Para o eleitor, o ato de votar pode durar poucos minutos, mas para o Estado brasileiro, tornar esse momento possível exige uma operação internacional complexa, iniciada com mais de um ano de antecedência, exigindo planejamento, logística, comunicação e a dedicação incansável das servidoras e dos servidores do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Em 2026, 918.876 eleitores estão aptos a votar fora do país, divididos em 1.310 seções eleitorais, em mais de 160 locais de votação. A estrutura necessária para garantir esse direito abrange o envio de urnas e materiais a 146 postos consulares, mobilizando cerca de 6.000 mesários. Esses números evidenciam que a garantia da democracia brasileira no mundo não ocorre por um mero trâmite administrativo, mas pela atuação decisiva e articulada de Assistentes de Chancelaria, Diplomatas, Oficiais de Chancelaria, servidoras e servidores do PCC/PGPE e auxiliares locais dos postos.
A dimensão dessa operação exige que a preparação das eleições no exterior comece até dois anos antes do pleito. Nesse período, as equipes mapeiam o eleitorado, negociam e estruturam os locais de votação e dimensionam a infraestrutura e a logística necessárias, mantendo articulação permanente com a Justiça Eleitoral e com autoridades estrangeiras.
Essa atuação antecipada e contínua deixa evidente que a participação do Itamaraty não se resume ao transporte de urnas ou ao apoio no dia da eleição. A votação é o ponto culminante de um esforço permanente do corpo de servidores, que atua em todas as fases da organização: desde o alistamento e regularização eleitoral até no planejamento logístico, na gestão de contratos, no treinamento e coordenação de equipes, na segurança dos testes de transmissão de dados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na montagem das seções e no suporte direto à comunidade brasileira durante e após o pleito.
Essa execução torna-se ainda mais desafiadora por ocorrer simultaneamente em países com realidades políticas, diplomáticas, jurídicas e sociais muito distintas. Da saída das urnas de Brasília até a chegada a 146 postos pelo mundo, são as servidoras e os servidores do Itamaraty que asseguram a integridade, a inviolabilidade e o cumprimento dos prazos rígidos do processo eleitoral, superando barreiras aduaneiras e complexidades locais, a começar pelos distintos fusos horários.
É nesse cenário que o Sinditamaraty reafirma a necessidade do reconhecimento estratégico dessa atuação. A presença e a eficiência do Estado brasileiro no exterior não existem no abstrato: elas dependem da experiência, do compromisso e da qualificação técnica de quem conhece a fundo a gestão pública e a realidade local de cada um dos postos. São essas pessoas que, mesmo durante a organização das eleições, mantêm ininterruptos o atendimento consular e o amparo diário à comunidade brasileira no exterior.
Valorizar quem faz o Estado funcionar é um ato de defesa da própria democracia. Para o Sinditamaraty, a garantia do direito de voto no exterior demonstra de forma categórica que as políticas públicas só se concretizam pela força e pelo trabalho integrado das trabalhadoras e trabalhadores do Estado.
É a dedicação diária das servidoras e dos servidores do MRE que sustenta a soberania e a presença do Brasil no mundo, assegurando que cada cidadão e cidadã, não importa onde esteja, siga fazendo parte do destino do nosso país.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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