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Política internacional

Um crime contra a humanidade

Mantidas por governos democratas e republicanos, as restrições comerciais impostas à ilha desde a Guerra Fria continuam afetando sua economia e são alvo de críticas por seus impactos sobre a população.

Rafael Moia Filho

Rafael Moia Filho

15/10/2026 17:00

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O embargo comercial imposto pelos Estados Unidos contra Cuba é um crime contra a humanidade. Uma atrocidade que tem a ONU e os países que a compõem como cúmplices covardes.

O início deste processo começou em 1959 – A Revolução Cubana levou Fidel Castro ao poder, derrubando Fulgencio Batista. Em 1960, o governo dos EUA, então presidido por Dwight D. Eisenhower impõe as primeiras restrições comerciais após Cuba nacionalizar empresas americanas na ilha.

Em 1962, o presidente John F. Kennedy oficializa o embargo total, proibindo quase todo comércio entre os dois países. Portanto, o embargo começou gradualmente em 1960 e se tornou pleno a partir de 1962.

Essa situação perdura há mais de sessenta e seis anos, impedindo que Cuba possa ter relações comerciais com o restante do mundo. Um ato que sufoca sua economia e impede seu processo de desenvolvimento industrial. Os americanos, que se acham donos do mundo, podem invadir militarmente países em busca de petróleo, terras raras e outras vantagens comerciais, porém mantêm o povo cubano estrangulados.

Mesmo após o fim da União Soviética e as mudanças na ordem internacional, os Estados Unidos mantêm sanções econômicas cuja continuidade é questionada por seus efeitos sobre o desenvolvimento cubano.

Mesmo após o fim da União Soviética e as mudanças na ordem internacional, os Estados Unidos mantêm sanções econômicas cuja continuidade é questionada por seus efeitos sobre o desenvolvimento cubano.Magnific

Os americanos justificavam sua atitude pelos seguintes motivos:

Nacionalizações em Cuba: O governo de Fidel Castro nacionalizou refinarias, usinas de açúcar, bancos e outras empresas — muitas pertencentes a cidadãos e empresas dos EUA — sem compensação considerada adequada por Washington;

Alinhamento com a União Soviética: Cuba aproximou-se da União Soviética, principal rival dos EUA na Guerra Fria, adotando um regime socialista. Esse, sim, o maior motivo à época;

Conflito ideológico: Os EUA buscavam conter a expansão do socialismo na América Latina (política de "contenção");

Crise dos Mísseis (1962): A descoberta de mísseis soviéticos em Cuba levou à Crise dos Mísseis de Cuba, agravando ainda mais as tensões. Como se os americanos não tivessem instalações militares espalhadas pelo mundo.

A guerra fria entre URSS (Rússia) e os EUA acabou, o muro de Berlim caiu, o mundo passou pela globalização e estamos vivendo uma imensa evolução tecnológica, no entanto, os americanos mantém o embargo criminoso contra Cuba. Não há justificativa que se sustente diante das mudanças ocorridas, inclusive políticas, naquela ilha.

Nos anos 1990, leis como a Lei Helms-Burton (1996) tornaram o embargo mais rígido. Durante o governo de Barack Obama (2014–2016), houve reaproximação e flexibilizações. O governo de Donald Trump voltou a endurecer as sanções. O governo de Joe Biden manteve grande parte das restrições, com ajustes pontuais.

Ou seja, não importa o partido que esteja no poder nos EUA, tanto democratas como republicanos agem da mesma forma em relação ao embargo, mantendo-o criminosamente à luz das leis e da civilidade.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

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