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Política internacional
21/10/2026 15:00
A próxima eleição para o Congresso dos Estados Unidos será em 3 de novembro de 2026, uma terça-feira. Faltam cerca de vinte dias para a votação. Esta eleição é muito importante porque colocará em disputa todas as cadeiras da Câmara dos Representantes. Além da possível renovação de um terço (100) das cadeiras do Senado.
Isso implica dizer que o resultado desta próxima eleição definirá qual dos dois partidos terá maioria em cada uma das casas (Câmara e Senado) pela próxima legislatura.
A votação é conhecida nos EUA como midterms (eleições de meio de mandato), porque ocorre na metade do mandato presidencial de quatro anos. O resultado poderá alterar a capacidade do presidente Donald Trump de aprovar projetos, negociar o orçamento e conduzir sua agenda política no Congresso. Um detalhe importante: os eleitores não escolherão o presidente em 2026. A próxima eleição presidencial americana está prevista para 7 de novembro de 2028.
Na Câmara dos Representantes é onde a possibilidade de mudança de maioria está mais forte. Segundo a Agência Reuters, em 8 de outubro, os democratas precisavam obter um saldo líquido de apenas quatro cadeiras para assumir o controle. Analistas ouvidos pela agência consideravam plausível um ganho de 15 a 20 cadeiras.
No Senado, a disputa é mais difícil. Na análise publicada pela Agência Reuters em 8 de outubro, os democratas precisavam de um saldo líquido de quatro cadeiras para conquistar a maioria, enfrentando disputas competitivas em Estados onde os republicanos têm força eleitoral.
Por que ainda não é possível afirmar que haverá uma grande onda azul? Há três ressalvas importantes a serem analisadas:
Pesquisas não são resultados: os eleitores ainda podem mudar de opinião. Participação eleitoral: uma vantagem nas pesquisas só se transforma em votos se os eleitores comparecerem às urnas no dia da votação. E, por último, a distribuição geográfica, em que os votos são convertidos em cadeiras por distritos e Estados, e não apenas pela soma nacional.
A própria Reuters alertou que os democratas podem estar superestimando a dimensão de seus ganhos. A análise da YouGov também ressalta que a definição de eleitor provável e o tratamento dos indecisos alteram significativamente a margem observada.
Uma coisa é certa: enquanto Trump gasta energia e dinheiro com guerras contra o Irã, interfere nos conflitos entre Rússia/Ucrânia, no Oriente Médio, na Venezuela, Cuba e até nas eleições brasileiras, a continuidade de sua gestão corre sérios riscos caso essa onda azul se transforme em votos para os democratas. O efeito político central será este: se os democratas conquistarem a maioria em uma ou nas duas Casas, Trump poderá enfrentar maior resistência para aprovar leis, financiar suas prioridades e conduzir sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
Até porque a aceitação de sua gestão à frente dos EUA é muito baixa, uma das piores em tempo de paz. Segundo o Pew Research Center — pesquisa realizada de 28 de setembro a 4 de outubro de 2026. A aprovação é de apenas 30%, com rejeição de 68%.
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