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Ex-porta-voz de Bolsonaro

É o poder, estúpido!

O que leva uma pessoa a abdicar de sua zona de conforto, compartilhada na família, entre amigos, no trabalho, para disputar a confiança da sociedade na busca de votos?

Otávio Santana do Rego Barros

Otávio Santana do Rego Barros

27/12/2021 | Atualizado às 10:19

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"Governar um coletivo composto por vários centros de poder tem se tornado um desafio a que poucos são capazes de responder a contento". Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Deveriam ser dias dedicados a meditação e orações, mas descambei, de forma mundana, a me questionar sobre o que é fazer política? O que leva uma pessoa a abdicar de sua zona de conforto, compartilhada na família, entre amigos, no trabalho, para disputar a confiança da sociedade na busca de votos? Faça um teste. Pergunte ao seu candidato predileto, aquele que você confia e que supõe conhecer, qual a razão para que ele suba nesse ringue de vale tudo? Se você obtiver apenas respostas evasivas: “A democracia exige sacrifícios! Precisamos mudar o Brasil!” Esqueça! Agora, se ele lhe disser: “É pelo poder!”, preste atenção no que a pessoa vai lhe apresentar. Ele tem a coragem moral que a maioria dos pretendentes a cargos políticos deixa nos cueiros. O poder em si não é um mal. É estimulante. É combustível para se alcançar êxito em empreitadas desafiadoras. Sem ele não há Estado e nem governo. O imprescindível é ter o controle sobre a forma como ele está sendo exercido a seu nome. O cargo eletivo, sendo uma procuração temporária, não concede amplos poderes. Há ferramentas consolidadas no mundo democrático e disponíveis para utilização pela sociedade. O voto é, naturalmente, a mais poderosa delas. Infelizmente, quando mal utilizado, pode levar ao poder extremos indesejáveis ou incompetentes bafejados pela sorte. Outra ferramenta é a elaboração de um projeto de governança – pouco respeitado em nosso processo – que revele os princípios sob os quais o político virá a exercer o mando. Servirá de balizamento tanto aos seus propositores, como aos cidadãos fiscalizadores. Fomos forçados a tomar assento nas arquibancadas do circo eleitoral antecipadamente. Uma consequência de os pré-candidatos e suas agrupações políticas serem compelidos a buscarem um melhor posicionamento na vitrine das próximas rondas eleitorais. Alguns analistas dizem que o movimento é prematuro. Eu discordo. Afinal, os detentores do poder já estavam em plena campanha, valendo-se de eventos públicos, até dos mais simplórios, para agitar seus correligionários. “O erro de muitos políticos é esquecer que foram eleitos; ficam achando que foram ungidos” (Claude Pepper). Os nossos foram se inebriando, se corrompendo até ferirem de morte os sonhos da maioria de seus eleitores que perdeu a fé. Gostaram do mel que o poder produz. Não querem deixar de apreciar o seu doce sabor. Namoram elogios e, sem afeição por leitura, desconhecem Voltaire: “Os elogios são o protocolo dos tolos”. Farão, portanto, seguidas manobras lícitas ou espúrias para continuar a ter acesso ao favo gigantesco da abelha rainha - o Estado brasileiro. Pois bem, já que tomamos assento na plateia, vamos acompanhar o espetáculo atentamente. Observar os bons e maus atores. Reforçar as nossas consciências. Abdicar dos estereótipos maniqueístas. Não se levar por atitudes carnavalescas de pierrôs embriagados. O poder nunca foi deles. Será sempre seu! Imponha a sua vontade no momento adequado – a solidão da urna eletrônica. Escolha um governante que queira o poder do bem. Que saiba usar essa energia para a construção de um país mais justo e soberano. O tempo está expirando e poderemos soçobrar diante do quadro que se formou pelo poder bem exercido. Paz e bem! O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected]. Mais sobre eleições 2022
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democracia poder política Brasil general Rêgo Barros eleições 2022

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