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Há mais coisas entre o céu e o tapetão do que supõe a nossa vã filosofia

Celso Lungaretti

Celso Lungaretti

7/1/2014 10:00

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Quando você escreve sobre os mais sórdidos manipuladores, tem de se colocar no lugar deles se quiser atinar com o motivo de suas ações. Por exemplo, por que a Justiça Desportiva insiste em levar adiante a já desmascarada e inviabilizada maracutaia contra a Portuguesa de Desportos se não existe a mais remota possibilidade de que sua decisão seja confirmada pela Justiça comum? O Estatuto do Torcedor vai prevalecer, claro. Até as pedras sabem disso. Some-se o fato de que a cartolagem carioca, da qual a CBF e o STJD sempre foram dóceis instrumentos, jamais salvaria apenas o Fluminense, deixando o Vasco na rua da amargura, e o que obtemos? A montagem de um cenário perfeito para o Brasileirão 2014 ficar tão enrolado nos tribunais que a única saída acabe sendo o tradicional jeitinho brasileiro: muda-se o nome da competição, ninguém cai e serão 24 os clubes convidados. Um golpe de mestre, no mau sentido. Uma possibilidade: a volta dos mata-matas De quebra, poderá até ser colocado no pacote o restabelecimento dos mata-matas na reta final, pois o sistema por pontos corridos foi um absoluto fracasso, tornando o Campeonato Brasileiro tedioso ao extremo, sem necessariamente premiar a melhor equipe. Por quê? Porque a prioridade maior dos clubes brasileiros é a Copa Libertadores e, em seguida, o Mundial de Clubes. Então, os concorrentes mais fortes perdem tantos pontos poupando seus titulares que acabam sem chance de conquistar o Brasileirão. Foi o que ocorreu em 2012 com o Corinthians e em 2013 com o Atlético Mineiro, indiscutivelmente superiores aos campeões Fluminense e Cruzeiro. Havendo menos jogos – digamos, um turno só, com os oito primeiros colocados se classificando para a fase decisiva –, o octogonal poderia ser disputado já a partir de outubro e estar encerrado no final de novembro, sem prejudicar a preparação de um clube brasileiro que fosse participar do Mundial de Clubes. É utópico pretender que as principais forças joguem 38 partidas com suas melhores escalações. Mas a coisa mudará de figura se, digamos, forem só 23 as partidas sem muita importância, nas quais lhes bastará esforçar-se o suficiente para obter uma vaga nos mata-matas. Aí, até por suas tradições, acabariam disputando pra valer os oito jogos finais, com as partidas voltando a ser dramáticas e emocionantes. Enfim, eu acredito que haja enorme chance de a virada de mesa salvar não apenas o Fluminense, como também os outros três rebaixados, pois inexiste forma de evitarem que prevaleça o direito legítimo da Portuguesa, nem como livrarem a cara do Vasco sem fazerem o mesmo com a Ponte Preta e o Náutico. Não aprecio nem um pouco tal mutreta, apenas deduzo que deva ser isto o que anda realmente maquinando a imunda cartolagem. E vejo uma boa possibilidade de que a dita cuja aproveite o ensejo para enterrar de vez o sistema por pontos corridos, pois nem aos clubes nem às TVs interessa que as rodadas finais do Brasileirão sejam tão desinteressantes como vêm sendo ultimamente. Isto é o que dirigentes sensatos fariam; mas, ficará um gosto amargo na nossa boca se uma mudança positiva vier num contexto tão negativo, ou seja, na esteira de uma armação ilimitada. * É jornalista e escritor. Mantém o blog Náufrago da Utopia: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com Leia mais sobre Copa do Mundo de 2014 Nosso jornalismo precisa da sua assinatura
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