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30/6/2018 | Atualizado às 10:25

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Quando são levados em conta os votos totais, Lula segue na frente com 49%. Bolsonaro, 45%. Brancos e nulos, 4%. Os indecisos, 1%. Foto: Reprodução

Quando são levados em conta os votos totais, Lula segue na frente com 49%. Bolsonaro, 45%. Brancos e nulos, 4%. Os indecisos, 1%. Foto: Reprodução
A estratégia do PT e de Bolsonaro de empurrar a disputa eleitoral para os extremos vêm alcançando êxito até aqui. Um escolheu o outro como adversário preferencial no segundo turno. A pesquisa IBOPE ilustra este resultado e traz as possíveis conseqüências deste cenário. Lula, não necessariamente o PT, tem 1/3 do eleitorado ao seu lado. E tem também cerca de 1/3 de rejeição. Bolsonaro varia entre 15 e 17%, e também tem cerca de 1/3 do eleitorado rejeitando-o. Com Lula, Bolsonaro é o segundo. Sem Lula, Bolsonaro lidera. Lideram longe dos outros na pesquisa espontânea. Os dois empatam como campeões de rejeição. Características típicas de pólos. Sem Lula, brancos, nulos, não sabe e não respondeu somam 41% dos eleitores. O PT interpreta afirmando que isso se deve ao fato de não ficar claro para o eleitor quem é o candidato do ex-presidente na sua ausência. O partido rechaça hoje qualquer plano B. É uma hipótese. Na mesma época em 2014, com Dilma já lançada como a candidata de Lula, essa mesmo contingente era de apenas 21% do eleitorado. A outra hipótese é que o eleitor de Lula seja bem mais amplo que o eleitor do PT. Neste caso, considerando que o ex-presidente na atual conjuntura transferira 50% de seus votos, uma transferência extraordinária, seu candidato provavelmente estaria no segundo turno com cerca de 16% dos votos. O resto do eleitorado lulista, sem Lula, rejeitaria todos. Com 41% de votos para “nenhum” não é exagero imaginar um pleito com mais de 50% de “não votos”. Numa disputa entre os pólos que carregam as maiores rejeições, num cenário de radicalização, a soma de brancos, nulos e abstenções pode ser a “vencedora”. Nas recentes eleições suplementares do Amazonas e do Tocantins este fenômeno se manifestou. O “não voto” saiu vencedor. Alguns afirmam que isto é normal em eleições suplementares, onde o povo terá que votar novamente logo depois. Considerando os arranjos partidários de hoje, uma disputa entre o plano B do PT e Bolsonaro é não apenas possível como provável. Alckmin patina tamponado por Álvaro Dias, Bolsonaro e com a Lava Jato nos seus calcanhares. Ciro luta desesperadamente por apoios partidários que o coloquem no jogo. Os números parecem indicar que o eleitor médio rejeita os pólos, e que pode decidir não participar das eleições caso o desfecho seja este. Teríamos neste caso um presidente eleito com menos de 1/3 dos votos. Bolsonaro hoje tem 17% no cenário sem Lula. Supondo 50% de “não votos”, teria que conquistar apenas mais 9% dos eleitores para se sagrar Presidente da República com 26%. Esta é a conta que orienta sua estratégia. Sem construir pontes com os eleitores médios, apostando na radicalização, dificilmente o país conseguirá sair da enorme crise em que está metido. Um presidente, seja ele quem for, legitimado por apenas 1/4 dos eleitores recolocará o Brasil nos trilhos? Pouco antes de ser preso novamente de forma absurda, participei de um jantar com Zé Dirceu, um dos generais da esquerda brasileira. Ele abriu a conversa com uma pergunta: “Vocês acham que a crise institucional está acabando ou apenas começando?”   Do mesmo autor:

Bolsonaro joga certinho. Já o PT e Ciro…

A “refundação barrosiana”

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