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Miriam Moura
Miriam Moura
29/6/2017 | Atualizado às 21:56
[fotografo]Reprodução[/fotografo][/caption]Alain Senderens é um dos autores do livro À mesa com Proust, um clássico. A obra faz uma aproximação entre os escritos do francês com o universo gastronômico de Paris na virada do século 19. No prefácio do livro, o chef-autor faz um apanhado histórico da importância da gastronomia. Lembra que no século 17 a cultura erudita via o ato de cozinhar como sendo uma atividade menor. Mas Proust teria feito uma reconciliação entre a literatura e a culinária, "ao integrar o alimento, o paladar e a cozinha à sua escrita".
A "nouvelle cuisine" ("nova cozinha", em português) além da leveza nos pratos, dá ênfase à apresentação. Tanto quanto a cozinha clássica, a "nouvelle" é parte integrante da alta gastronomia. Elevou também, às alturas, o envolvimento dos sentidos e da percepção, buscando uma leitura complexa dos alimentos.
Já indiquei aqui na coluna os episódios de "Chef's Table", da Netflix, onde a arte da alta culinária pode ser testemunhada pelo olhar. Alguns dos chefs que protagonizam os episódios são discípulos de Senderens, como Alain Passard, do Arpège (Paris) e o argentino Francis Mallmann. Segundo o crítico de gastronomia Gilles Pudlowski, Senderens "era um dos últimos grandes criadores de Paris".
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