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4/8/2011 | Atualizado 9/8/2011 às 12:58

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Jobim falou mais do que devia, desafiou a autoridade da presidenta Dilma e perdeu o cargo de ministro da Defesa
O ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, Celso Amorim, é o novo ministro da Defesa. A decisão foi confirmada por assessores da Presidência da República, depois de reunião realizada há pouco no Palácio do Planalto entre a presidenta Dilma Rousseff e o agora ex-ministro Nelson Jobim. Com a troca de comando, o PMDB do vice-presidente, Michel Temer, tem uma baixa na equipe ministerial de Dilma, agora com mais um petista entre seus principais ministros. Celso Amorim já foi filiado ao PMDB, mas trocou de partido em 2009. A relação Jobim e Dilma, que por indicação de Lula aceitou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal entre seus ministros, piorava a cada dia. E ficou insustentável nesta quinta-feira (4), quando começaram a ser noticiados comentários de Jobim sobre duas das principais ministras de Dilma - Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Em entrevista à próxima edição da revista Piauí, que ainda não foi às bancas, Jobim disse que Ideli é "fraquinha" e Gleisi "sequer conhece Brasília". Em outras ocasiões, Jobim reclamou dos "idiotas" com quem teria de lidar no cargo de ministro, em solenidade no Senado por ocasião dos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, e declarou ao jornal Folha de S.Paulo que teria votado no adversário de Dilma, o tucano José Serra. Sem tolerância para insubordinações, dizem assessores, a presidenta ficava cada vez mais irritada com Jobim. PSDB abre as portas para Nelson Jobim Dilma determinou que Jobim, que hoje cumpria agenda oficial no norte do país, encurtasse a viagem e voltasse a Brasília para uma conversa definitiva no Palácio do Planalto. Na verdade, ela esperava que ele mesmo pedisse demissão, poupando-a do trabalho de afastá-lo. Antes da escolha de Celso Amroim, incensava-se a hipótese de Temer acumular os cargos de vice-presidente e ministro da Defesa. Diagnóstico A avaliação feita no Palácio do Planalto é que Jobim, insatisfeito com a retirada de atribuições na passagem do governo Lula para o governo Dilma, começou a criar situações para ser mesmo demitido. Primeiro, numa homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fez rasgados elogios a ele (Jobim foi ministro da Justiça de Fernando Henrique) e críticas que pareciam dirigidas a Dilma e seu governo. Jobim disse no discurso que, agora, "tem de tolerar os idiotas". Ele citava uma frase do dramaturgo Nelson Rodrigues, que dizia que, antigamente, os idiotas "chegavam devagar e ficaram quietos" e que, agora, "os idiotas perderam a modéstia". Irritada, Dilma pediu a Jobim que se explicasse. Ele então disse que os "idiotas" não eram as pessoas do governo, mas "os jornalistas". Não satisfeito, Jobim declarou, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que, em 2010, não votou em Dilma para presidente, mas em José Serra, do PSDB, o candidato da oposição. Ou seja: Jobim declarava explicitamente que era conta a continuidade do governo do qual ele fazia parte, e que não confiava na capacidade da candidata da qual, depois de eleita, ele virou ministro. A gota d'água foi uma entrevista concedida por Jobim à revista Piauí. Gleisi e Ideli são escolhas da própria Dilma, que as nomeou como sua solução para a crise que se instalou com a demissão de Antonio Palocci da Casa Civil. As duas ministras tornaram-se as auxiliares mais próximas da presidenta. Assim, criticá-las foi interpretado por Dilma como uma ofensa a ela e às suas escolhas na administração do governo. Arrogante Outra avaliação que se faz entre palacianos é que Dilma e Jobim, ambos de temperamentos muito fortes, não conseguiram conviver. Dilma costuma ser ríspida com seus subordinados, e Jobim também. A combinação dos dois temperamentos gerou faíscas. De acordo com uma fonte próxima do Palácio, Dilma considera Jobim arrogante e fanfarrão. E acha que o ministro julgou que poderia se escorar na boa relação que conseguiu estabelecer no meio militar. Desde a criação por Fernando Henrique do Ministério da Defesa, a maioria dos ministros civis que por ali passaram teve dificuldades com os comandantes militares. Jobim conseguiu impor essa autoridade, e Dilma reconhecia. Mas nem por isso, considerava ela, é insubstituível.
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