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FALECIMENTO
Congresso em Foco
19/1/2026 | Atualizado às 7:09
Morreu neste domingo (18), aos 73 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann. Ele morreu em Brasília, no Hospital DF Star, onde estava internado e em tratamento contra um câncer no pâncreas.
Jungmann chefiou os ministérios da Defesa entre 2016 e 2018 e da Segurança Pública em 2018, ambos durante o governo de Michel Temer. Antes disso, foi ministro do Desenvolvimento Agrário no governo de Fernando Henrique Cardoso (1999–2002), tornando-se um dos poucos políticos brasileiros a comandar três pastas ministeriais em diferentes áreas.
Natural de Pernambuco, Raul Jungmann teve longa trajetória parlamentar. Foi deputado federal pelo Estado em dois períodos (2003–2010 e 2015–2016) e vereador do Recife entre 2013 e 2014. Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Desde 2022, Jungmann ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Em nota, a entidade informou que o velório ocorrerá em cerimônia reservada, restrita a familiares e amigos próximos, conforme desejo manifestado pelo próprio Jungmann.
O Ibram destacou que Raul dedicou mais de cinco décadas à vida pública, com atuação marcada pelo compromisso com a democracia, o diálogo institucional e o desenvolvimento sustentável. À frente da entidade, Jungmann liderou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco em princípios ambientais, sociais e de governança (ESG) e no papel estratégico da mineração na transição energética.
No último mês, em 23 de dezembro, Raul recebeu moção de louvor na Câmara, em reconhecimento à sua trajetória pública, "marcada pelo compromisso com a democracia, pela excelência na gestão governamental e pela valorosa contribuição ao Parlamento brasileiro".
A homenagem destacou sua atuação como gestor e parlamentar e ressaltou a contribuição para o fortalecimento do Estado e da democracia brasileira.
O texto da justificativa afirmou que Jungmann dedicou a vida à construção de um Estado mais eficiente, com "excelência administrativa" e "firmeza legislativa", lembrando sua passagem por autarquias estratégicas como o Ibama e o Incra, além de três mandatos como deputado federal.
"É nesta Casa Legislativa, contudo, que sua vocação política encontrou expressão vigorosa. No exercício de três mandatos como Deputado Federal, Jungmann foi voz indispensável aos grandes debates nacionais, atuando de forma destacada em temas como segurança pública e relações exteriores e defesa nacional, sempre pautando sua conduta em Plenário e nas Comissões pela firmeza de princípios."
A moção também destacou sua atuação no Executivo federal, com passagens pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e da Segurança Pública, onde foi apontado como responsável por legados duradouros, como a modernização das Forças Armadas e a estruturação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
A homenagem foi assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que definiu Jungmann como um gestor competente e um parlamentar exemplar, de conduta republicana e compromisso com o interesse público.
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