Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Política industrial
7/4/2026 | Atualizado às 16:24
A discussão sobre política industrial voltou ao centro do debate econômico brasileiro. E isso é positivo. Países que hoje lideram a economia global não abriram mão de suas bases produtivas. Ao contrário, estruturaram políticas para fortalecê-las.
Foi com esse entendimento que conduzimos, no Congresso Nacional, a construção do novo Regime Especial da Indústria Química e do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, o Presiq. Não se trata de medidas isoladas, mas de uma estratégia integrada para reposicionar o Brasil em cadeias produtivas de maior valor agregado.
A recente sanção do PLP 14/2026 representa uma resposta concreta a um problema real: o aumento dos custos de produção e a perda de competitividade da indústria nacional. Ao reduzir a incidência de PIS e Cofins sobre insumos estratégicos, criamos condições para que empresas voltem a produzir, investir e gerar empregos no país.
Mas o projeto vai além do curto prazo. O Presiq estabelece, a partir de 2027, uma agenda estruturante, com metas claras, estímulo à inovação, eficiência energética e compromisso com a sustentabilidade. É uma política industrial alinhada ao que o mundo exige hoje. A indústria química, em particular, ocupa posição estratégica. Ela está na base de diversas cadeias produtivas e tem capacidade de induzir desenvolvimento em larga escala. Fortalecê-la significa fortalecer toda a economia.
Outro ponto central é a responsabilidade fiscal. As medidas foram desenhadas com critérios, contrapartidas e foco em resultados. Estamos falando de investimento na capacidade produtiva do país. O Brasil reúne condições únicas para avançar. Temos base industrial, mercado interno relevante, matriz energética limpa e capacidade tecnológica. O que faltava era alinhar instrumentos que permitissem transformar esse potencial em crescimento.
Além disso, estamos diante de uma oportunidade estratégica de reposicionamento internacional. A reorganização das cadeias globais de produção, acelerada por tensões geopolíticas e mudanças no comércio internacional, abre espaço para países que consigam oferecer estabilidade, escala e competitividade. O Brasil pode ocupar esse espaço, e a indústria química é uma das portas de entrada mais relevantes para esse movimento.
A construção dessas medidas demonstrou que é possível avançar com diálogo, responsabilidade e visão de longo prazo. Congresso, governo e setor produtivo atuaram de forma coordenada para entregar uma agenda consistente. Agora, o desafio é garantir continuidade. Política industrial não se faz em ciclos curtos. Ela exige estabilidade, previsibilidade e compromisso com resultados.
Mais do que isso, exige acompanhamento permanente e capacidade de adaptação. O mundo está mudando rapidamente, e políticas públicas precisam evoluir com a mesma velocidade. O que aprovamos é uma base sólida, mas seu sucesso dependerá da capacidade de mantermos esse ambiente de cooperação e aperfeiçoamento contínuo. O Brasil precisa crescer. E crescer passa, necessariamente, por fortalecer sua indústria.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
Temas