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Congresso em Foco
20/8/2006 | Atualizado às 10:54
Luiz Antonio Vedoin colocou mais um senador na fogueira. O nome de Antero Paes de Barros (PSDB-MT) foi citado durante entrevista de Vedoin, um dos sócios da Planam, principal empresa beneficiada com o esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, em entrevista à revista Veja desta semana.
Paes de Barros será o quarto senador investigado pela CPI dos Sanguessugas. No relatório parcial da CPI foram acatadas as denúncias contra Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT), cujos pedidos de abertura de processo de cassação tramitam na corregedoria da Casa.
Ao saber das acusações, Antero Paes de Barros negou ter apresentando emendas para favorecer a máfia das ambulâncias. Disse apenas que apresentou uma emenda em 2002, para cidade de Livramento, mas em seguida, após o governo federal ter contingenciado parte da verba, pediu o cancelamento da emenda.
Durante a entrevista dada à revista, Vedoin afirmou que seu pai, Darci, acertou com o senador R$ 3,8 milhões em emendas da bancada do Estado para compra de ambulâncias. O tucano teria apresentado, segundo as informações de Luiz Antônio Vedoin, R$ 400 mil em emendas e teria direito a R$ 40 mil de comissão. Paes de Barros teria pedido que o dinheiro fosse entregue para o deputado Lino Rossi, que na época era também do PSDB.
O empresário também afirmou que o lobista José Airton Cirilo (PT-CE) ajudou a máfia a estender sua influência do Ministério da Saúde ao das Comunicações, na gestão do ex-ministro Eunício Oliveira, onde teria conseguido liberar o empenho para compra de ônibus também superfaturados.
Ao saber das denúncias contra o senador, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) avisou que o nome de Antero será incluído na lista de investigações da CPI, que também verificará as ações do Executivo no esquema
Veja o que foi publicado ontem sobre a CPI dos Sanguessugas pelo Congresso em Foco.
TCU suspende compra de ambulâncias no Piauí
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo determinou a suspensão de processo de compra de ambulâncias no Piauí após a detecção de graves irregularidades no repasse de recursos do Ministério da Saúde para a Secretaria de Saúde do estado.
De acordo com o relatório dos auditores do tribunal foram feitos dois repasses pelo convênio entre o ministério e o estado. Um de R$ 3 milhões, em fevereiro, e outro de R$ 8,3 milhões em 10 de julho.
Este último repasse, no entanto, é irregular. A legislação proíbe que a União libere recursos aos estados nos três meses que antecedem a eleição.
A aquisição dos veículos foi alvo das investigações da CPI dos Sanguessugas, que encontrou indícios de participação no processo da Planam, principal empresa envolvida no esquema de compra superfaturada de ambulâncias.
A suspeita de envolvimento nas fraudes com compra de ambulâncias investigadas pela CPI foi um dos argumentos usados pelo ministro para suspender o processo.
Campelo também decidiu promover uma audiência do diretor-presidente do Fundo Nacional de Saúde para que explique o repasse efetuado em 10 de julho. Ele pretende ouvir o governador do Piauí e a secretária de Saúde do Estado.
STF quer manter sigilo das investigações
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou o pedido de revogação do sigilo das investigações contra os 57 denunciados no Supremo pela CPI dos Sanguessugas. O pedido foi feito pelo presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Na decisão, o ministro recomenda que a CPI adote providências para permitir que o conteúdo dos inquéritos seja divulgado, pois, em seu entender, os documentos que tramitam no STF são resultado de um inquérito sigiloso e não devem ser revelados.
O ministro ressalta, no entanto, que "no âmbito de sua autonomia investigatória, cabe à própria CPI julgar a necessidade de manter em sigilo ou não os nomes de seus próprios investigados".
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