O deputado Roberto Brant (PFL-MG) negou que tenha havido ontem um acordão entre petistas e pefelistas para absolver ele e Professor Luizinho (PT-SP) do pedido de cassação recomendado pelo Conselho de Ética. "O PFL tem 60 deputados e o PT 90. Dá 150 votos. Se houvesse acordo, eu e o Luizinho estaríamos cassados porque não haveria votos suficientes para sermos absolvidos. Como pode haver acordo sem a participação de todos os partidos?", ponderou Brant.
Para ele, o fato é que "as pessoas não estão se conformando" com a decisão do plenário de considerar "inocentes pessoas acusadas pelo Conselho de Ética". "Eu o e o Luizinho fomos absolvidos porque somos inocentes", completou.
Desenvolto, Brant voltou a circular hoje pelo Salão Verde da Câmara dizendo-se aliviado após o julgamento de ontem à noite. "A gente é absolvido e tem de continuar sendo absolvido todos os dias porque algumas pessoas não conseguem se conformar com o resultado do plenário", comentou.
Deputado critica Conselho
O pefelista, que foi ministro da Previdência do governo Fernando Henrique Cardoso, criticou ainda o Conselho de Ética, que, avalia, não representa as forças políticas da Câmara. "Há uma desproporção. O PT tem 90 deputados e apenas um membro. O Psol, que tem seis deputados e é um partido fadado a desaparecer, tem dois representantes."
Brant reclamou também do fato de os integrantes do Conselho darem muitas declarações lembrando que eles têm a função de juízes.