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Em nota, Itaipu desmente denúncias de <i>Veja</i>

Congresso em Foco

6/3/2006 | Atualizado 7/3/2006 às 8:22

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A diretoria de Itaipu divulgou ontem nota em que contesta a acusação publicada pela revista Veja de que a hidrelétrica seria uma das fontes públicas de recursos para o caixa dois de aliados do governo. "No afã de denunciar, a revista Veja faz confusão e tropeça numa série de equívocos, por incompetência na apuração ou má-fé", diz a nota.

Na edição que circula nas bancas, Veja reproduz uma conversa gravada entre o advogado Roberto Bertholdo, ex-conselheiro de Itaipu, e o seu ex-sócio Sérgio Renato Costa Filho. Em uma das conversas gravadas pelo sócio, Bertholdo diz que o diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, cobrou US$ 6 milhões de propina da empresa Voith Siemens para perdoar uma dívida de US$ 200 milhões para com a estatal.

Segundo Itaipu, "Veja pratica os crimes de calúnia, difamação e injúria ao desinformar seus leitores" e "crime contra a honra do diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, e atentado à imagem de Itaipu, maior hidrelétrica do mundo em produção de energia".

De acordo com a nota, a revista se negou a dar a versão técnica de Itaipu sobre o atraso na construção das duas unidades geradoras. "Trata-se de uma acusação absurda, ardilosa e sem fundamento, que deve ser repudiada por todos aqueles que zelam pela ética, pela legalidade, moralidade e probidade na defesa do interesse público."

A direção de Itaipu também alega que Samek jamais abordou o assunto das multas individualmente com Bertholdo ou com qualquer diretor da Voith Siemens

Veja a íntegra da nota:

"Sobre as inverdades descritas pela revista Veja deste final de semana, a Itaipu Binacional vem a público fazer o seguinte esclarecimento:

O contrato de construção das duas últimas unidades geradoras de Itaipu, assinado em 13 de novembro de 2000, é no valor total de US$ 184,6 milhões.

As obras estão a cargo do consórcio Ceitaipu, formado por 16 empresas (ver relaão no final desta nota oficial), lideradas pela francesa Alston Power.

A multa máxima por atraso no cronograma de entrega das obras é de 10% do valor total do contrato. Ou seja: US$ 18,4 milhões.

Itaipu já aplicou ao consórcio Ceitaipu US$ 2,6 milhões por atraso nos marcos intermediários das obras.

Com o problema verificado no final de 2003 (trinca nas duas cruzetas inferiores das duas unidades geradoras), o consórcio Ceitaipu propôs consertar as peças danificadas (solda das trincas). Com base na análise de seus técnicos, Itaipu exigiu que as duas peças fossem refeitas e substituídas de forma integral, para garantir a qualidade técnica e o pleno funcionamento das duas novas máquinas.

Por isso, o prazo final foi renegociado de forma a permitir a desmontagem, a importação das chapas, a fabricação, o transporte e a nova montagem das cruzetas inferiores, porém mantida a multa incorrida até então.

Foi feito um aditivo ao contrato inicial. O prazo de entrega da Unidade Geradora 9A passou de 1º de fevereiro de 2004 para 15 de setembro de 2005 e o da Unidade Geradora 18A passou de 1º de março de 2004 para 15 de outubro de 2005.

No entanto, o novo prazo de entrega não foi cumprido pelo consórcio Ceitaipu, no que resultará em uma nova multa, que poderá chegar a US$ 15,8 milhões, o que somando-se à primeira, atingirá o teto previsto no contrato inicial.

Além disso, Itaipu suspendeu de imediato os pagamentos restantes a serem feitos para o consórcio, pois o valor da nova multa já ultrapassa o que a empresa ainda tem a pagar pela conclusão do contrato. E também comunicou às seguradoras, contratadas para assegurar as obras, do atraso e das conseqüências dele advindas.

No momento, as unidades geradoras 9A e 18A encontram-se em fase de testes - o chamado comissionamento. Assim que forem entregues, o que caracterizará o marco final do contrato, a segunda multa será aplicada e cobrada do consórcio Ceitaipu.

A revista Veja pratica os crimes de calúnia, difamação e injúria ao desinformar seus leitores de que a empresa Voith Siemens, com base em suposta gravação telefônica do ex-conselheiro de Itaipu, Roberto Bertholdo, teria pago propina para aliviar a multa prevista no contrato inicial de construção das duas novas unidades geradoras.

A revista Veja comete crime contra a honra do diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, e atentado à imagem de Itaipu, maior hidrelétrica do mundo em produção de energia.

A denúncia infame baseia-se tão somente numa suposta conversa telefônica sobre algo improcedente, que jamais se concretizou. Trata-se de uma acusação absurda, ardilosa e sem fundamento, que deve ser repudiada por todos aqueles que zelam pela ética, pela legalidade, moralidade e probidade na defesa do interesse público.

No afã de denunciar, a revista Veja faz confusão e tropeça numa série de equívocos, por incompetência na apuração ou má-fé. A revista se negou, peremptoriamente, a dar a versão técnica de Itaipu sobre o atraso na construção das duas unidades geradoras.

A propósito, o diretor-geral de Itaipu afirma que nunca tratou o assunto das multas individualmente com o ex-conselheiro Bertholdo ou com qualquer diretor da Voith Siemens.

Pelo contrário, o assunto sempre foi tratado em reuniões conjuntas do Comitê Gestor que acompanha e fiscaliza o contrato de construção das duas unidades geradoras, formado por técnicos brasileiros e paraguaios. Ou em reuniões coletivas das diretorias brasileira e paraguaia de Itaipu com diretores do consórcio Ceitaipu. Ou, ainda, em reuniões do Conselho de Administração, formado por representantes indicados pelos dois governos. Itaipu informa que possui o relato dessas negociações registrado em ata.

A multa já cobrada, no valor de US$ 2,6 milhões de dólares - devidamente paga à Itaipu - foi dirigida, como rege o contrato, ao consórcio Ceitaipu e não à empresa Voith Siemens, com diz a revista Veja. O mesmo deverá acontecer com a segunda multa a ser aplicada por descumprimento do novo prazo de entrega das obras.

Portanto, ao contrário do que diz a revista Veja, não houve qualquer favorecimento ou perdão de dívida milionária de 200 milhões de dólares à Voith Siemens, pois as multas - repetimos - podem atingir o teto máximo previsto no contrato. Vejamos o ridículo afirmado pela reportagem: a revista sustenta que o valor "perdoado" (200 milhões de dólares) seria superior ao próprio contrato (184,6 milhões de dólares).

O diretor-geral de Itaipu também nunca viajou no jato Citation 2, na companhia de Bertholdo, no trecho entre Curitiba e Brasília, como diz a revista Veja. Viajou, sim, de carona, duas vezes, no trecho Foz do Iguaçu-Curitiba, após término de reunião do Conselho de Administração de Itaipu.

Para restabelecer a verdade dos fatos, o diretor-geral brasileiro de Itaipu informa que coloca à disposição seus sigilos bancário e telefônico, assim como todas as atas do Comitê Gestor das unidades geradoras, da diretoria e do Conselho de Administração onde o assunto das multas foi tratado. Ao mesmo tempo, afirma que buscará, na Justiça, reparação pelos danos causados à sua imagem pessoal e à imagem da Itaipu Binacional.

Por fim, Itaipu afirma que sua relação com as empresas que compõem o consórcio Ceitaipu tem sido conflitiva, inclusive com discussões em juízo de outros contratos na atual gestão, mas sem prejuízo do respeito que deve existir num relacionamento entre empresa pública e privada.

E que Itaipu vai continuar agindo assim, com todo o rigor e transparência, neste e em outros casos, pois o que está em jogo é a defesa do interesse público de brasileiros e paraguaios, verdadeiros donos desta empresa.

Diretoria da Itaipu Binacional

Relação de empresas que compõem o Consórcio Ceitaipu
ABB Ltda.
ABB Alstom Power Brasil Ltda.
Voith Siemens Hydro Power Generation Ltda.
Siemens Ltda.
Voith Paper Máquinas e Equipamentos Ltda.
Ivaí Engenharia de Obras S.A.
Cesbe S.A, Engenharia e Empreendimentos
Consorcio de Empresas Constructoras Parguayas S.A.
UTC Engenharia S.A.
EBE Empresa Brasileira de Engenharia S.A.
CIE Consorcio de Ingeneria Electromecanica S.A.
Bardella S.A. Industrias Mecânicas
Themag Engenharia e Gerenciamnento Ltda.
Promon Engenharia Ltda.
Inconpar S.R.L.
Tecnipar. S.R.L."
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