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Henrique Meirelles defende política econômica na Câmara

Congresso em Foco

6/10/2005 | Atualizado 7/10/2005 às 9:11

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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu a política econômica do governo Lula em audiência pública encerrada agora há pouco na Câmara. Meirelles destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal como pontos positivos de sua gestão. Ele também respondeu às críticas à política de juros altos. A audiência foi promovida pela Comissão Mista de Orçamento, em conjunto com outras comissões da Câmara e do Senado.



Meirelles sustentou que o impacto dos juros elevados nas contas públicas é apenas uma parte dos efeitos da política monetária do governo. Ele lembrou outros fatores, além dos juros altos, que refletem indiretamente nas expectativas de inflação e crescimento econômico.



O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) questionou se não seria viável fixar um prazo superior a um ano para o cumprimento da meta de inflação, a fim de flexibilizar a política de juros. O presidente do BC, entretanto, refutou a sugestão, alegando que a vantagem do prazo anual reside no fato de ser o mesmo período de expectativas com que o mercado trabalha. Do contrário, segundo ele, tanto o mercado quanto o governo ficariam sem uma referência estável, pois num período de mais de um ano, mais fatos poderiam influenciar a conjuntura econômica.



Redução da dívida

Entre os pontos positivos de sua gestão, Meirelles destacou a redução da dívida externa brasileira que, segundo ele, caiu de US$ 190 bilhões (cerca de R$ 433 bilhões) no final de 1999, para US$ 120 bilhões (R$ 273,6 bilhões) no segundo trimestre deste ano. Ele também observou que as exportações brasileiras continuam crescendo, mesmo com a valorização do real.



O presidente do BC defendeu a política de superávit primário (receita menos despesas descontados o pagamento dos serviços da dívida), como o caminho escolhido para a redução das dívidas. Ele lembrou os parlamentares que a meta de superávit para 2006 (4,25%) foi definida em conjunto com o próprio Congresso, na votação da lei Orçamentária anual.



Entretanto, o presidente do banco afirmou que o Tesouro Nacional cobrirá as perdas de R$ 11,6 bilhões do primeiro semestre deste ano, de acordo com o balanço patrimonial. Apesar da má performance, Meirelles disse que o Tesouro Nacional teve ganhos decorrentes da valorização do real.



Por fim, o presidente do BC foi questionado sobre a ocorrência de processos administrativos na instituição referentes a empréstimos contraídos pelo Banco Rural a pedido do empresário Marcos Valério. O dinheiro de Valério era repassado para políticos da base aliada. De acordo com a CPI dos Correios, o banco concedeu empréstimos superiores a R$ 55 milhões ao empresário, sem qualquer garantia segura. Ele respondeu que o dado é sigiloso e que não pode divulgar nem o número de processos em curso. Ele ressalvou que, rotineiramente, o banco fiscaliza se os empréstimos concedidos pelas instituições financeiras têm garantias para serem oferecidos, e que, se isso não ocorre, o BC abre processo contra elas.



Durante a exposição de Meirelles, funcionários do Banco Central levantaram cartazes e começaram a apitar no local. Hoje foi o primeiro dia da greve dos bancários e eles pediram uma negociação com o presidente. Meirelles anunciou que o reajuste dos servidores ainda está sendo estudado pelo BC.
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