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União contra o Planalto

Congresso em Foco

27/9/2005 | Atualizado às 20:22

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Diego Moraes

Aliados históricos do PT, o PPS, o PV e o PDT anunciaram nesta terça-feira (27) apoio à candidatura à presidência da Câmara de um antigo desafeto, o deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL). Com o apoio dos líderes dos três partidos que compõem o bloco independente em relação ao governo Lula, a campanha de Nonô, que vinha sendo ameaçada pela pulverização dos candidatos do chamado baixo clero, pode ganhar novo fôlego.

Juntas as três legendas prometem garantir 37 votos à candidatura do pefelista, que também tem o apoio do PSDB. A decisão causou mal-estar no PDT. Candidato avulso à presidência da Câmara, o deputado Alceu Collares (PDT-RS) se irritou ao tomar conhecimento da decisão dos colegas e avisou que não vai desistir da disputa.

Esqueda versus direita

Segundo o pedetista, a executiva nacional do partido fechou nesta manhã um acordo para apoiá-lo na eleição de amanhã. O anúncio, segundo ele, deve ser feito minutos antes da sessão em que será escolhido o novo presidente da Casa, marcada para as 10h. "Não haverá apoio ao Nonô. O PDT vai apoiar a minha candidatura", afirmou. Collares enfatizou ainda que não vai abrir mão da disputa, apesar da pressão da liderança. Na avaliação dele, é uma incoerência o partido apoiar um nome do PFL. "Nós somos de esquerda. Então vamos apoiar um candidato de esquerda", enfatizou.

O deputado afirmou que, caso não dispute o segundo turno, a executiva do partido vai orientar a bancada a apoiar o candidato do governo, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que já contaria com o apoio de 160 parlamentares, segundo dados preliminares. "Como apoiar o PFL, que nunca estendeu a mão para nós? Isso é coisa de gente sem ideologia", reforçou.

O líder do PDT na Câmara, Severiano Alves (BA), afirmou, no entanto, que o partido vai garantir os votos da bancada ao PFL. "O apoio a Thomaz Nonô está mantido", declarou o parlamentar, por meio de sua assessoria de imprensa. Hoje, por volta das 14h, Severiano, junto com os líderes do PV e do PPS, formalizaram o apoio à candidatura do pefelista. "A candidatura não é do PFL, ela é suprapartidária, é da oposição", ressaltou João Fontes (PDT-AL).

Na avaliação do ex-petista, a candidatura de Aldo é mais voltada para a "direita" do que a de Nonô, devido à forma como o Planalto tem conduzido a campanha do governista. "Até o (Paulo) Maluf (ex-prefeito de São Paulo), lá da cadeia, instruiu seus deputados para votarem no Aldo. Essa é a verdadeira candidatura de direita", enfatizou Pontes.

Para o líder do PDT, não há problemas em apoiar um candidato do PFL mesmo tendo um candidato na disputa. "A candidatura do Collares é avulsa", afirmou Severiano. Apesar disso, o partido deve chegar dividido à eleição desta quarta-feira. "O apoio ao Nonô não é unanimidade, mas a grande maioria do partido está com ele", afirmou.

Receios do Planalto

A base aliada teme que, ao assumir de vez o comando da Câmara, Nonô comece a barrar as votações de interesse do governo, o que poderia acentuar ainda mais a crise política. O principal receio, no entanto, é de que, uma vez eleito, o pefelista dê encaminhamento aos pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O alagoano, porém, diz que isso está fora de seus planos de campanha. "Não sou aventureiro, não sou golpista e não defendo nenhum encaminhamento desse tipo", afirmou. "Essa é uma visão paranóica, desprovida de qualquer tipo de realismo", completou Nonô.

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