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"Só um inocente acredita que não houve acerto", diz ACM Neto

Congresso em Foco

11/10/2005 | Atualizado às 10:39

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Ricardo Ramos e Diego Moraes

Os dados da quebra do sigilo telefônico de Delúbio Soares e Silvio Pereira, feita pela CPI dos Correios, revelam uma sucessão de coincidências que reforçam a suspeita sobre a proximidade entre os dois ex-dirigentes do PT e o líder do PP na Câmara, José Janene (PR), acusado de ser o distribuidor do mensalão em seu partido. A primeira delas: ao contrário do que sustentaram em seus depoimentos à CPI, o ex-tesoureiro e o ex-secretário-geral do PT conversavam freqüentemente com Janene, inclusive pelo celular. Registros obtidos pelo Congresso em Foco mostram que o deputado disparou 73 telefonemas para os então dirigentes petistas entre os meses de fevereiro de 2003 e setembro de 2004.

As informações revelam ainda outra curiosa coincidência: há uma proximidade entre as datas dos telefonemas e as dos saques feitos pelo chefe-de-gabinete de Janene, João Cláudio Genu, das contas do empresário Marcos Valério Fernandes, apontado como principal operador do mensalão. A lista de sacadores de Marcos Valério mostra Genu como responsável por sete saques, no valor total de R$ 4,1 milhões, no período de setembro de 2003 e julho de 2004.

Mesmo sem ocupar a liderança do PP naqueles dois anos, Janene é o único deputado progressista que aparece constantemente nos registros telefônicos em poder da CPI do ex-tesoureiro e do ex-secretário-geral do PT. Em uma das vezes, Janene telefonou para o celular do então tesoureiro do PT 15 dias antes do primeiro saque de Genu, na agência do Banco Rural, em Brasília. Foi no dia 2 de setembro de 2003. No dia 17 daquele mês, o chefe-de-gabinete do deputado fez a primeira de sete retiradas de dinheiro na mesma agência bancária, localizada num shopping da capital federal, segundo consta da lista de sacadores entregue pelo empresário à Procuradoria-Geral da República. De acordo com a relação de Valério, Genu sacou, naquela ocasião, R$ 1 milhão.

A coincidência entre os telefonemas e os saques despertou a atenção da CPI porque Janene, Delúbio e Silvinho, pivôs do escândalo, jamais admitiram proximidade alguma. Um dos 13 acusados pelo relatório conjunto das CPIs dos Correios e do Mensalão como beneficiários do esquema de pagamento de propina a parlamentares da base aliada, o deputado pode começar a responder ainda esta semana a processo por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara.

O atual líder do PP conversou mais com o ex-secretário-geral do PT, que renunciou ao cargo e se desfiliou do partido após a denúncia do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de que seria um dos coordenadores do mensalão. Entre fevereiro de 2003 e setembro de 2004, os dois conversaram por 51 minutos, em 39 ligações telefônicas. Silvinho, que admitiu à CPI ter intermediado indicações dos partidos da base aliada com o governo, ligou sete vezes para Janene. A última delas foi em 28 de março 2005, logo após a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara.

Os dados da quebra de sigilo telefônico em poder da CPI dos Correios revelam ainda que o paranaense discou 34 vezes para o celular do tesoureiro petista, entre junho de 2003 e setembro de 2004 (veja fatura). Ao todo, foram apenas 18 minutos de conversas. A avaliação de integrantes da CPI é de que, embora a liderança do partido na Câmara estivesse nas mãos do deputado Pedro Henry (MT), era Janene quem fazia a ponte entre a bancada progressista e a cúpula petista.

Para oposição, fato comprovado

A relação entre o período em que Delúbio e Janene trocaram telefonemas e as datas dos saques de Genu reforça ainda mais a suspeita de que o atual líder do PP era, de fato, o operador do mensalão no partido, segundo membros da CPI dos Correios ouvidos pelo Congresso em Foco. "É um indício fortíssimo", afirmou o senador Demóstenes Torres (PFL-GO). "Demonstra cabalmente que ele operava o mensalão no PP e o dinheiro era via PT", completou.

O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) acredita que o envolvimento de Janene com o esquema do mensalão é um fato óbvio. "Somente uma pessoa inocente acredita que não houve acerto entre eles (Janene com os dirigentes petistas). Está mais do que clara essa relação", afirmou. "Acho que isso é um assunto vencido", sentenciou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ao comentar a revelação dos dados da quebra de sigilo telefônico.

Desde a última quinta-feira (6), a reportagem tentou, sem sucesso, conversar por telefoe com o líder do PP na Câmara. Segundo informações de seu gabinete, Janene está de licença médica. O ex-tesoureiro e o ex-secretário-geral do PT também não retornaram os contatos feitos pelo Congresso em Foco.

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