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China no ponto de mutação

Congresso em Foco

Autoria e responsabilidade de Alfredo Sirkis

9/11/2011 | Atualizado às 10:37

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Ao me preparar para deixar a China, onde passei quase três semanas em duas conferencias do Clima, visitas a fábricas solares e discussões com gente do governo, das prefeituras de Xangai e Pequim, acadêmicos, escritores e estudantes, tenho a sensação da experiência extraordinária, vigorosa, rica e plena de contradições. A China é, à la Raul Seixas, uma metamorfose ambulante em escala formidável, o avesso do avesso, a coisa e seu contrário. O Partido Comunista domina, salvo pelo capitalismo triunfante. Empresas estatais competem entre si na economia de mercado. O nacionalismo é um sentimento arraigado, mas modismos estrangeiros os mais bizarros são consagrados. A liberdade é estritamente vigiada e censurada. Na internet, há firewalls e grandes muralhas, contra o Facebook, o Youtube e o Twitter. Mas o similar chinês deste, o Weibo, apresenta um dinamismo crítico surpreendente, embora a qualquer momento possa sofrer uma investida. A “linha vermelha” a não ser ultrapassada é incerta. Seria, em tese, passar da contestação individual à organização coletiva contra o Partido, mas pode, eventualmente, ficar aquém ou além disso.  Há um considerável volume de críticas, protestos e mobilizações – sobretudo em torno de questões ambientais –   tolerado e, por vezes,  estimulado. Certamente muita truculência policial, mas nunca d’antes a vida pessoal dos chineses foi tão livre. O partido governa minado pelo clientelismo, corrupção e outras mazelas próprias das antigas burocracias do leste europeu, mas, ao contrário delas, consegue assegurar amplos espaços de meritocracia. Incompetência e alta competência coexistem num abraço de tamanduá.  Há dinamismo econômico e soerguimento social em escala sem precedentes no mundo. Em duas décadas, quase 600 milhões de pessoas saíram da pobreza. Pudong, o centro de negócios de Xangai, com seus arranha-céus futuristas na margem d’antes “ruim” do rio Huangpu, aconteceu em quinze anos!  A poluição do ar, rios e solo é tremenda e a China lidera em emissões de CO2, mas é onde se implementam os maiores projetos de reflorestamento do mundo e mais se investe em energia eólica, solar e veículos elétricos. A angústia atual do mundo é se a China será a “bola da vez”, o próximo dominó da crise econômica.  Seu governo admite possível déficit comercial para 2012. Em algumas regiões a quebradeira já se faz sentir e todo um circuito bancário paralelo pode entrar em colapso fazendo alguns analistas anglo-saxãos prognosticarem a explosão de uma “bolha” gigante. Mas a China tem um colchão de 3.3 trilhões de dólares de reservas cambiais e robusta margem de manobra em relação às suas empresas e bancos estatais que apresentam consideráveis margens de recursos que podem ser retidos em depósitos compulsórios ou tributados, caso necessário.  A poupança dos chineses é altíssima. A China tem bala na agulha para fazer frente à queda da demanda dos EUA e da Europa, embora certamente vá enfrentar turbulências. Independentemente dessa crise, ela já estava no ponto de mutação: transitar sem maiores traumas do modelo exportador baseado na mão de obra barata para um papel maior do mercado interno. Atacar de frente as questões ambiental, de seguridade social e da saúde. A mão de obra chinesa torna-se mais cara no contexto asiático diante de países neo-emergentes como o Vietnam. A política do filho único, implementada a ferro e fogo, aporta seu lado perverso: como cuidar dos idosos, financiar uma seguridade social com uma mão de obra futura mais escassa e cara?  Não obstante, o mais provável ainda é que a China mantenha sua extraordinária ascensão, que continuemos grandes parceiros dela para nossas exportações, mas também a padecer internamente dos seus preços demasiado competitivos.  Que a coisa e o contrário da coisa mudem, mas se mantenham imutadas. A China e seus contrários: [caption id="attachment_55552" align="aligncenter" width="500" caption="O cenário futurista de Pudong, em Xangai"][/caption]   [caption id="attachment_56446" align="aligncenter" width="450" caption="Lambretas, por toda parte"][/caption]   [caption id="attachment_56447" align="aligncenter" width="450" caption="Bilhões de pessoas"][/caption]   [caption id="attachment_55557" align="aligncenter" width="500" caption="Um mundo vertical, o Trade Center"][/caption]   [caption id="attachment_56448" align="aligncenter" width="450" caption="Na Cidade Proibida, a China milenar ..."][/caption]

 

[caption id="attachment_56449" align="aligncenter" width="450" caption="... e a nova China"][/caption]

 

 

 
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