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CÂMARA

Motta define relator de projeto que corta incentivos fiscais

Presidente da Câmara designa Aguinaldo Ribeiro para relatar a proposta que reduz incentivos fiscais em até 10%. Texto, em regime de urgência, prevê revisão periódica dos benefícios.

Congresso em Foco

8/12/2025 11:20

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou pelas redes sociais, nesta segunda-feira (8), a escolha do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator do projeto de lei complementar 128/2025, proposta que determina uma redução mínima de 10% nos incentivos fiscais federais. O texto, apresentado pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), tramita em regime de urgência e pode ser votado pelo Plenário antes do recesso parlamentar.

Veja a íntegra do projeto.

Hugo Motta designou Aguinaldo Ribeiro para relatar o projeto que reduz os incentivos fiscais.

Hugo Motta designou Aguinaldo Ribeiro para relatar o projeto que reduz os incentivos fiscais.Reprodução/X

No comunicado, Motta afirmou que o relator levará em conta não apenas o corte, mas também a revisão periódica dos incentivos. "Benefício fiscal sem retorno para a sociedade é privilégio", escreveu. De acordo com estimativas do autor da proposta, a redução dos benefícios fiscais deve ter impacto positivo nas contas públicas de R$ 19,76 bilhões em 2026.

O projeto de lei complementar 128/2025 estabelece uma redução gradual dos benefícios federais de natureza tributária, financeira e creditícia durante os anos de 2025 e 2026:

  • 5% no primeiro ano,
  • 5% no segundo ano,
  • totalizando 10% de redução mínima.

Os cortes podem variar entre setores, desde que o resultado final atinja os percentuais estabelecidos. O texto também veda a criação de novos benefícios fiscais, bem como a prorrogação dos atuais, a menos que haja compensação equivalente por meio da redução de outro incentivo. Essa regra busca impedir que o governo amplie a renúncia fiscal sem contrapartida, reforçando o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.

Por que a proposta é relevante

O projeto se apoia em três pilares principais: o impacto sobre as contas públicas, a necessidade de corrigir distorções no sistema tributário e a busca por maior transparência na política de incentivos.

1. Pressão fiscal crescente

Segundo dados do projeto da lei orçamentária 2025, os chamados "gastos tributários" — receitas que o governo deixa de arrecadar para estimular setores específicos — devem chegar a R$ 540 bilhões, cerca de 4,4% do PIB, este ano. A justificativa do projeto de Mauro Benevides Filho destaca que o crescimento desse volume compromete a sustentabilidade fiscal e limita a capacidade de investimento do Estado.

Além disso, há mais R$ 73,1 bilhões em benefícios financeiros (subvenções e subsídios) e R$ 61,1 bilhões em benefícios creditícios (linhas de crédito subsidiadas), conforme dados anexos à lei orçamentária. Somados, ultrapassam R$ 678 bilhões.

2. Distorções e complexidade

A justificativa aponta que a proliferação de regimes especiais criou um sistema tributário fragmentado, desigual e difícil de administrar, favorecendo setores específicos em detrimento de outros.

O corte gradual busca reduzir essas distorções e ampliar a base tributária, tornando o modelo mais neutro e eficiente.

3. Regras mais claras e estáveis

Ao exigir compensação para novos incentivos, o projeto cria uma espécie de "trava fiscal", impedindo o aumento da renúncia sem contrapartida e favorecendo previsibilidade para o planejamento orçamentário.

Quais incentivos ficam preservados

Alguns setores e políticas públicas são excluídos da redução, mantendo seus incentivos intactos. Permanecem fora dos cortes:

  • Simples Nacional
  • Zona Franca de Manaus, demais zonas francas e áreas de livre comércio
  • Financiamentos ao setor produtivo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste
  • Instituições sem fins lucrativos, incluindo assistência social, educação, partidos políticos, fundações e sindicatos
  • Produtos da cesta básica
  • Programas de bolsas de estudo no ensino superior
  • Incentivos industriais voltados a tecnologias da informação e semicondutores

Essas exceções preservam políticas sociais, desenvolvimento regional e setores considerados estratégicos.

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