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ECONOMIA
Congresso em Foco
5/1/2026 11:05
Em ano eleitoral, o mercado financeiro aposta em um cenário de queda gradual dos juros, inflação próxima do teto da meta e desaceleração no crescimento da economia. As projeções constam do primeiro boletim Focus de 2026, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.
O levantamento reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras consultadas na última semana. Segundo os economistas, a política monetária mais restritiva deve começar a perder força ao longo do ano, com impacto direto sobre juros, atividade econômica e inflação.
Inflação segue dentro da meta
As expectativas para a inflação permanecem dentro do intervalo definido pelo regime de metas, adotado em formato contínuo desde o início de 2025. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5% a 4,5%.
Para este ano, a projeção do mercado recuou pela oitava semana consecutiva, passando de 4,32% para 4,31%. Para os anos seguintes, as estimativas ficaram praticamente estáveis:
Caso o cenário se confirme, a inflação não estoura o teto da meta no acumulado do ano, diferentemente do que ocorreu em 2024 e no período de 12 meses encerrado em junho, quando os índices ficaram acima do limite.
Taxa de juros
Após encerrar 2025 em 15% ao ano, o maior nível da taxa básica em quase duas décadas, a Selic deve iniciar um processo de queda, segundo o mercado.
A projeção para o fim de 2026 permanece em 12,25% ao ano, o que indica uma redução de 2,25 pontos percentuais no período. Para os anos seguintes, as estimativas foram mantidas:
A expectativa é que o recuo dos juros ocorra de forma cautelosa, condicionado ao comportamento da inflação e ao cenário fiscal.
Economia perde fôlego
No campo da atividade econômica, os analistas mantiveram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,26% para 2025. Já para 2026, ano de eleições presidenciais, a expectativa segue em 1,80%.
Se confirmado, o resultado indicará uma desaceleração da economia, reflexo dos juros ainda elevados e de um ambiente de maior incerteza. A taxa projetada para 2026 representa a menor expansão econômica em cinco anos.
Dólar
Mesmo em um ano marcado pela disputa presidencial, o mercado projeta relativa estabilidade do câmbio. Após o dólar ter caído mais de 11% no ano passado e encerrado 2025 cotado a R$ 5,49, a expectativa é que a moeda feche 2026 em R$ 5,50.
O desempenho recente do dólar reflete, entre outros fatores, a perspectiva de cortes de juros nos Estados Unidos, além de preocupações com o equilíbrio fiscal e com a condução da política econômica pelo presidente Donald Trump.
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