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EXONERAÇÃO

Em clima de despedida, Lewandowski destaca avanços no Ministério da Justiça

Ministro destacou trabalho na demarcação de terras indígenas, na implantação de câmeras corporais e na apreensão de armas.

Congresso em Foco

8/1/2026 | Atualizado às 18:37

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Nesta quinta-feira (8), o ministro de Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, formalizou saída da pasta em carta enviada ao presidente Lula. O ministro deve deixar a pasta amanhã (9).

Na carta, Lewandowski justificou que seu pedido de exoneração é de caráter pessoal e familiar. O ministro ressaltou ter a conviccção de ter exercido "as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível."

Ricardo Lewandowski durante Cerimônia hoje.

Ricardo Lewandowski durante Cerimônia hoje. Wagner Araújo /Fotoarena/Folhapress

Balanço

Em outro texto, o ministro faz um balanço dos trabalhos do MJSP e agradece aos colaboradores e os servidores da pasta pelo progresso feito durante o ano de sua gestão.

Nada disso teria sido possível sem o trabalho incansável das servidoras e dos servidores, colaboradoras e colaboradores do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A todos vocês, registro meu agradecimento sincero pela dedicação, pela competência técnica e pelo compromisso com o interesse público.

Entre os destaques, o ministro chamou atenção ao destravamento das demacações terras indígenas efetuadas durante sua gestão. "assinamos 21 Portarias Declaratórias, garantindo a proteção territorial de diversas comunidades indígenas", afirmou.

Na segurança pública, Lewandowski destacou a implantação das câmeras corporais dos agentes de segurança como "um passo decisivo, ao reforçar a transparência e a legitimidade de ação policial. Além disso, frisou que o instrumento protege tanto os profissionais de segurança quanto a população.

Durante sua gestão, foi consolidada a política de uso progressivo da força, que além de orientar policiais, investiu em instrumentos de menor potencial ofensivo. A política está implementada em 21 estados brasileiros.

No cuidado de quem cuida, foi implementado o programa Escuta SUSP, para acolher psicológicamente profissionais de segurança pública. Também foram apreendidas 5.600 armas e 298.844 munições, além da impementação de um novo sistema de gestão e fiscalização de armas.

Ainda na segurança pública, foi lançado o programa Município Mais Seguro e o Projeto Caputa, que buscam fortalecer as guardas municipais e prender criminosos de alta periculosidade, respectivamente.

Ao final do balanço, o ministro reinterou que: "Saio com a convicção de que deixamos bases sólidas para que o Ministério siga cumprindo sua missão constitucional: promover justiça, garantir direitos e fortalecer a segurança pública com legalidade, humanidade e democracia".

Leia a íntegra da carta.

Leia a íntegra do balanço.

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