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Internacional
Congresso em Foco
12/1/2026 | Atualizado às 10:49
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que Cuba deixará de receber petróleo e recursos financeiros da Venezuela e sugeriu que o governo da ilha busque um acordo com Washington "antes que seja tarde demais". As declarações foram publicadas na rede social Truth Social e provocaram reação imediata do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
Segundo Trump, Cuba teria vivido por anos com grandes volumes de petróleo e dinheiro enviados pela Venezuela em troca de serviços de segurança prestados aos governos de Caracas. Para o presidente norte-americano, esse arranjo chegou ao fim após a recente operação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, no início de janeiro.
Em sua publicação, Trump afirmou que a maioria dos cubanos que atuavam como seguranças pessoais de Maduro teria morrido durante a operação e declarou que a Venezuela agora conta com a proteção militar dos Estados Unidos. Ele escreveu que não haverá mais envio de petróleo ou dinheiro para Cuba e recomendou que o governo cubano faça um acordo antes que seja tarde demais.

Resposta do governo cubano
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu às declarações pelas redes sociais. Ele afirmou que Cuba é uma nação livre, independente e soberana e que ninguém tem autoridade para dizer ao país o que fazer. Segundo ele, a ilha não agride outros povos, mas se prepara para defender sua soberania.
Díaz-Canel disse ainda que as dificuldades econômicas enfrentadas por Cuba não são resultado da revolução, mas consequência de décadas de medidas de asfixia impostas pelos Estados Unidos. Para o líder cubano, Washington não tem moral para apontar o dedo para Havana, pois transforma tudo em negócio, inclusive vidas humanas.
O presidente também afirmou que as críticas feitas à ilha refletem a insatisfação de setores que não aceitam a decisão soberana do povo cubano de escolher seu próprio modelo político.
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