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SISTEMA FINANCEIRO

BC decreta liquidação do Will Bank, braço digital do Banco Master

Banco Central encerra Will Bank após constatar insolvência e vínculo com o Master. Liquidação extrajudicial interrompe operações e bloqueia bens de controladores.

Congresso em Foco

21/1/2026 | Atualizado às 8:28

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O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, braço digital do conglomerado do Banco Master. A medida aprofunda o processo iniciado em novembro do ano passado, quando a autoridade monetária determinou a liquidação do próprio Banco Master.

De acordo com o BC, a decisão foi tomada diante do "comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master" sobre a Will Financeira. O ato é assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, o funcionamento do Will Bank é interrompido e a instituição é retirada do sistema financeiro nacional.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, o funcionamento do Will Bank é interrompido e a instituição é retirada do sistema financeiro nacional.Reprodução/Will Bank

Solução frustrada

Desde a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro, o Will Bank operava sob o regime de administração temporária especial (Raet). Esse modelo permite a continuidade das atividades da instituição, embora seus dirigentes percam o mandato. À época, o BC avaliou que havia uma "possibilidade concreta de solução", baseada no interesse de investidores em adquirir o braço digital do grupo, o que acabou não se concretizando dentro do prazo máximo de 120 dias previsto para o regime especial.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, o funcionamento do Will Bank é interrompido e a instituição é retirada do sistema financeiro nacional. O Banco Central nomeou como liquidante a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., a mesma responsável pelo processo de liquidação do Banco Master, e determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da Will Financeira.

Tiveram os bens bloqueados os controladores Daniel Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto, Felipe Wallace Simonsen, Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investimentos e Participações. Também foram atingidos os ex-administradores Felipe Felix Soares de Sousa e Ricardo Saad Neto.

A liquidação tem impacto direto sobre os investidores. Com a decisão, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pela Will Financeira passam a ser cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite de R$ 250 mil por CPF. O fundo não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Pagamentos em curso

O FGC iniciou nesta semana o pagamento das garantias referentes aos CDBs do Banco Master, após cerca de dois meses de espera. O desembolso estimado é de R$ 40,6 bilhões para aproximadamente 800 mil investidores, o maior pagamento já realizado pelo fundo. Até agora, cerca de 600 mil pedidos foram registrados, e 448 mil credores concluíram o processo de solicitação.

Antes mesmo do anúncio oficial do Banco Central, a bandeira Mastercard suspendeu a aceitação de transações realizadas com cartões emitidos pelo Will Bank, depois que operações feitas por consumidores não foram honradas pela instituição junto aos participantes do arranjo de pagamento. A medida buscou evitar o aumento do valor devido pelo banco. A Mastercard também executou garantias relacionadas a dívidas do Will Bank e passou a deter participações relevantes na varejista Westwing e no Banco de Brasília (BRB).

Criado em 2017 e adquirido pelo Banco Master em 2024, o Will Bank encerrou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões, segundo dados do Banco Central. Em setembro, a instituição tinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e nenhum valor em depósitos à vista.

Operação Compliance Zero

A decisão do BC ocorre em meio ao avanço das investigações criminais envolvendo o conglomerado. Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de fundos de investimento supostamente utilizados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essa etapa teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, a parentes do banqueiro e a empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também liquidada pelo Banco Central.

Na primeira fase da operação, deflagrada em novembro, Vorcaro foi preso sob a acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e tentar vender a instituição ao BRB. Ele foi solto menos de duas semanas depois, mas segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

A liquidação extrajudicial é adotada quando o Banco Central conclui que a situação de uma instituição financeira é irrecuperável. Nesse regime, as atividades são interrompidas, a instituição é retirada do sistema financeiro nacional e os bens dos controladores e ex-administradores tornam-se indisponíveis, diferentemente do regime de administração temporária, no qual as operações continuam em funcionamento.

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