Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Entenda como funcionará o "Conselho da Paz" de Trump

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

MUNDO

Entenda como funcionará o "Conselho da Paz" de Trump

Conselho da Paz lançado por Trump em Davos propõe a reconstrução de Gaza, critica a ONU e concentra poder decisório na presidência.

Congresso em Foco

22/1/2026 15:03

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta terça-feira (22), em Davos, na Suíça, o novo Conselho da Paz, previsto como parte do acordo de paz entre Israel e Hamas para acompanhar e assegurar a desmilitarização e reconstrução da Faixa de Gaza. O colegiado é observado com cautela pela comunidade internacional, com uma grande lista de países ainda receosos de confirmar a adesão.

Embora proposto para tratar de um conflito específico, o conselho nasce sem qualquer menção a Israel ou à Palestina em sua carta de fundação. O documento ainda faz críticas à atuação da Organização das Nações Unidas: em seu preâmbulo, afirma que "a paz durável requer julgamento pragmático, soluções de senso comum e a coragem para romper com abordagens e instituições que falharam reiteradamente".

A iniciativa é vista com precaução por muitas lideranças mundiais, que temem exatamente o enfraquecimento da ONU em detrimento de um colegiado que concentra poderes em Trump. O representante americano nega que seja esse o objetivo. "Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", declarou.

Carta de fundação do Conselho não cita Israel ou Palestina.

Carta de fundação do Conselho não cita Israel ou Palestina.World Economic Forum / Benedikt von Loebell

Papel dos membros

A carta de fundação define que o órgão terá como função a "promoção da estabilidade, a restauração de governos legais e confiáveis e a construção de uma paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos".

Os encontros devem acontecer ao menos uma vez por ano, e cada Estado-membro terá direito a um voto na tomada de decisões. A carta determina que os países deverão operar por cooperação voluntária, não podendo haver imposições quanto à participação em missões ou quanto à soberania interna de cada Estado. Poderão ser criados comitês internos e subcomissões para tarefas e debates específicos.

Cada país terá o direito de participar por três anos, em mandatos que poderão ser renovados indefinidamente mediante uma contribuição financeira de US$ 1 bilhão na fundação. Caberá aos chefes de Estado representar os respectivos países, podendo indicar uma autoridade local de alto nível para participar no lugar.

Poderes de Trump

A estrutura concentra amplos poderes nas mãos de Trump, que será presidente inaugural com mandato indeterminado, responsável também por convidar cada país. Caberá a ele aprovar ou vetar deliberações dos Estados-membros, desempatar votações, interpretar de forma definitiva a carta constitutiva e resolver disputas internas, o que o coloca como instância final de poder político e jurídico dentro da estrutura institucional.

Trump também controlará a arquitetura interna do conselho, com poder exclusivo para criar ou extinguir órgãos, escolher e remover membros do Conselho Executivo (responsável pela operação cotidiana) e vetar decisões operacionais já em vigor. Além disso, poderá designar seu sucessor e decidir unilateralmente sobre a renovação ou dissolução do próprio conselho, concentrando em sua figura o comando estratégico e a continuidade da organização.

Quem participa

Cerca de 60 países foram convidados por Trump para compor o conselho, incluindo o Brasil, a Ucrânia e todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Contando com os Estados Unidos, 24 já aceitaram. Entre eles, estão a Argentina, Paraguai, Turquia, Belarus, Israel, Indonésia, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Cinco países rejeitaram o convite, todos europeus: França, Dinamarca, Noruega, Suécia e Eslovênia. Reino Unido, Alemanha e Itália também acenam em direção à rejeição. As demais potências convidadas, incluindo a China, Índia e Rússia, ainda observam com cautela, sem uma posição firmada quanto à possibilidade de participação.

Leia Mais

Trump lança Conselho de Paz para Gaza em Davos e faz críticas à ONU

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

ONU Donald Trump Palestina Israel estados unidos

Temas

Mundo

LEIA MAIS

Internacional

Trump lança Conselho de Paz para Gaza em Davos e faz críticas à ONU

VÍDEO

"Eu não vou usar a força", diz Trump sobre a Groenlândia em Davos

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES