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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
22/1/2026 | Atualizado às 19:53
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou em suas redes sociais nesta quinta-feira (22) que não participará da disputa ao Planalto nas eleições deste ano. Seu plano é concorrer pela reeleição em seu Estado, preservando seu papel na coligação de Jair Bolsonaro para "tirar a esquerda do poder".
"Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade", afirmou.
Apesar de nunca ter se apresentado publicamente como candidato à presidência, Tarcísio era o preferido entre partidos de centro-direita para concorrer enquanto liderança alternativa ao nome de Jair Bolsonaro. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, em diversas ocasiões expressou vontade de compor a coligação do governador caso entrasse na disputa.
A projeção de Tarcísio gerou incômodo na família Bolsonaro, recebendo cobranças para que deixasse claro que não concorreria no lugar do ex-presidente. Na última terça, foi criticado diretamente pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro por não se posicionar em suas redes sociais a respeito da escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do grupo.
Apesar de não ter citado Flávio Bolsonaro em sua publicação, Tarcísio o beneficia indiretamente com a retirada de seu nome, garantindo um concorrente a menos para o senador entre os candidatos do campo conservador à presidência da República. Os demais no momento são os governadores Ronaldo Caiado, pelo União Brasil, e Romeu Zema, pelo Novo.
Veja a publicação de Tarcísio:
Lealdade preservada
Mesmo consciente do consenso partidário ao redor de seu nome e participando de encontros com lideranças de outros partidos para tratar do projeto eleitoral de oposição ao governo Lula, Tarcísio atuou ativamente para preservar a força política de Bolsonaro ao longo de todo o andamento da ação penal que resultou em sua prisão.
O governador foi figura ativa na articulação junto ao Congresso Nacional para a construção de um projeto de lei de anistia aos condenados por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023, culminando na aprovação, em dezembro, do PL da Dosimetria, vetado no início deste ano pelo presidente Lula.
Novo cenário
A manifestação de Tarcísio acontece um dia após a publicação de uma pesquisa da Atlas/Intel indicando que Flávio Bolsonaro conseguiu se consolidar como preferido entre eleitores como candidato à sucessão de Jair Bolsonaro.
Nos cenários de primeiro turno, o senador alcançou 35% de intenções de voto quando inserido como único nome do bolsonarismo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro alcançou o segundo melhor desempenho, com 31%; e Tarcísio o terceiro melhor, com 28%. Em um segundo turno contra Lula, tanto o governador quanto o parlamentar seriam derrotados, chegando a 45% de votos.
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