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CASO MASTER
Congresso em Foco
28/1/2026 18:19
A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar a suspeita de uma ofensiva orquestrada nas redes sociais contra o Banco Central (BC) após a autoridade monetária decretar a liquidação do Banco Master. A abertura da investigação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.
As suspeitas surgiram depois que influenciadores alinhados à direita relataram ter recebido propostas financeiras para produzir vídeos questionando a atuação do BC no episódio.
Entre os que vieram a público estão o vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel (PL) e a influenciadora Juliana Moreira Leite, conhecida como Julie Milk. Ambos afirmaram que foram procurados no fim do ano passado, mas recusaram as ofertas.
Segundo Juliana, ela e o vereador teriam sido contatados por um intermediário que orientava o uso de reportagens sobre o posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) como base para os conteúdos a serem publicados.
De acordo com o jornal O Globo, os contratos oferecidos a influenciadores fariam parte de uma iniciativa chamada internamente de "projeto DV", referência a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os valores envolvidos poderiam chegar a R$ 2 milhões, conforme a apuração.
Caso Master
O Banco Master é alvo de investigação no STF por suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A operação foi barrada pelo Banco Central diante de indícios de que o banco público poderia assumir carteiras de crédito consideradas de alto risco e sem lastro em ativos reais.
Após o agravamento da situação financeira da instituição, o BC decretou a liquidação do Banco Master. Até o momento, não há um valor oficial sobre o prejuízo, mas estimativas apontam cifras entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4 bilhões. Os investigados, incluindo Daniel Vorcaro, já começaram a prestar depoimento à Polícia Federal.
Com as denúncias sobre uma suposta campanha negativa contra o Banco Central nas redes sociais, a PF elaborou um relatório preliminar e o encaminhou ao ministro Dias Toffoli. O magistrado analisou postagens e outros elementos antes de autorizar a abertura de um inquérito específico para apurar a eventual existência de uma ação coordenada e remunerada.
A investigação busca esclarecer se houve contratação de influenciadores para atacar a atuação do Banco Central, o que pode caracterizar crime contra as instituições e a ordem econômica.
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