Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Relator da PEC da autonomia inclui poder do BC para fiscalizar fundos

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

REGULAÇÃO FINANCEIRA

Relator da PEC da autonomia inclui poder do BC para fiscalizar fundos

Emenda entra após o caso Master e amplia poder do BC sobre fundos. Mudança negociada com o governo, diz Plínio Valério, destrava votação da PEC da autonomia do Banco Central.

Congresso em Foco

6/2/2026 | Atualizado às 9:51

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Um acordo entre o relator da proposta e a base governista deve destravar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central. O relator do texto, senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirmou que há consenso para a votação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado após ajustes negociados com o governo.

Segundo Plínio, o apoio político foi consolidado após a inclusão de uma emenda que amplia a autonomia financeira e orçamentária do Banco Central e autoriza a autoridade monetária a pesquisar, acompanhar e fiscalizar fundos financeiros, atribuição hoje concentrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Acordo deve destravar votação da PEC da autonomia do BC.

Acordo deve destravar votação da PEC da autonomia do BC.Antônio Cruz/Agência Brasil

O relator afirmou que a atuação do Banco Central no caso do Banco Master foi decisiva para destravar o acordo. A liquidação da instituição e as investigações sobre fraudes envolvendo fundos de investimento reforçaram o argumento de que o BC precisa de mais autonomia e poder regulatório. "Antes não tinha escândalo do Banco Master. Agora temos mais um argumento para dizer que o Banco Central precisa disso", disse Plínio à Rádio Senado.

Fiscalização de fundos entra no texto

O acordo com a base governista inclui a incorporação de uma emenda apresentada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), considerada sensível, mas decisiva para a construção do consenso. A mudança amplia o perímetro regulatório do Banco Central, que passará a atuar na fiscalização de fundos financeiros.

A emenda, ainda a ser incluída no relatório, dá autonomia ao Banco Central para pesquisar, fiscalizar e acompanhar os fundos financeiros. A negociação também assegurou a manutenção do BC como entidade pública, encerrando disputas sobre a natureza jurídica da autarquia.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia defendido publicamente a ampliação da atuação do Banco Central na fiscalização dos fundos. Pela proposta em discussão no governo, o BC passaria a exercer a regulação prudencial, voltada à solidez e ao risco sistêmico, enquanto a CVM manteria a fiscalização de conduta e a proteção direta ao investidor.

Caso Banco Master e pressão política

O uso de fundos de investimento em fraudes ganhou centralidade no debate após a Polícia Federal deflagrar investigações que levaram à liquidação do Banco Master e da Reag Investimentos pelo Banco Central. O caso mudou o ambiente político no Congresso e deu novo impulso à PEC, que enfrentava resistência desde o início do mandato.

As mudanças no texto foram discutidas nas últimas semanas entre o Ministério da Fazenda, o Banco Central e lideranças do Senado e acabaram incorporadas ao relatório como forma de destravar a tramitação da proposta.

PIX e natureza jurídica

Além da autonomia financeira e orçamentária, o relatório inclui um dispositivo que inscreve na Constituição que o PIX é um instrumento exclusivo do Banco Central e que não pode ser cobrado de pessoas físicas, prática já adotada, mas que passa a ter respaldo constitucional.

A PEC altera a Constituição para criar um novo regime jurídico para o Banco Central, conferindo-lhe autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, além de poder de polícia para regulação, supervisão e resolução no sistema financeiro, sob fiscalização do Congresso Nacional.

Tramitação

Ainda não há data definida para a votação da PEC na CCJ. Segundo o relator, o texto não deve entrar na pauta antes do carnaval, em razão do calendário reduzido de sessões. Se aprovado na comissão, seguirá para o Plenário do Senado, onde precisará do apoio de ao menos 49 senadores, em dois turnos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), elogiou a construção do acordo e sinalizou disposição para levar a matéria ao Plenário após a análise da CCJ.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar
[Erro-Front-CONG-API]: Erro ao chamar a api CMS_NOVO.

{ "datacode": "NOTICIAS_LEIA_MAIS", "exhibitionresource": "NOTICIA_LEITURA", "showDelay": false, "articlekey": 116178, "viewed": [ "116178" ], "context": "{\"articlekey\":116178,\"originalarticlekey\":\"116178\"}" }

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES