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Carnaval
Congresso em Foco
18/2/2026 | Atualizado às 19:28
Com nota geral 146.9, a escola de samba Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro. A agremiação apresentou o enredo "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", que gerou polêmica e acusações, por parte de críticos, de propaganda eleitoral antecipada e de ataques a setores conservadores.
Após o resultado do rebaixamento para a Série Ouro, políticos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva repercutiram o rebaixamento nas redes sociais. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) escreveu: "Que venham muitas derrotas mais neste ano para o Lula e para o PT".
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou um versículo bíblico: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois tudo o que o homem semear, isso também colherá" (Gálatas 6:7).
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) declarou que o próximo a "cair" será o presidente, em referência às eleições.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), escreveu: "Prometeu tudo. Entregou nada, como sempre".
O senador Sergio Moro (União-PR) classificou o resultado como "um presságio".
Já a deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou: "Agora só falta rebaixarmos o Lula e o PT". Ela também citou a frase atribuída a Oscar Wilde: "a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida".
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos, alega que o desfile foi um retrato da diferença de discurso de lideranças de esquerda dentro e fora do período eleitoral. "Eles zombam, eles satirizam, eles nos chamam de atrasados... mas quando chega a época da eleição, o discurso muda. Eles vestem uma máscara de piedade, procuram nossos pastores e dobram os joelhos apenas para garantir o seu voto".
"Família em conserva"
Um dos trechos do desfile de domingo (15) que mais provocou reações de evangélicos e políticos conservadores foi a ala "neoconservadores em conserva". Nela, dançarinos apareceram vestidos como latas de alimentos, com rótulos que traziam a expressão "família tradicional" e imagens de famílias formadas por pai, mãe e filhos. Os integrantes também usavam máscaras representando grupos associados ao conservadorismo, como fazendeiros e pastores evangélicos.
A apresentação gerou repercussão nas redes sociais. Alguns políticos reagiram publicando imagens produzidas por inteligência artificial que simulavam latas de conserva com fotos de suas próprias famílias nos rótulos.