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Economia
Congresso em Foco
2/3/2026 17:49
As projeções do mercado financeiro para 2026 indicam um quadro de estabilidade tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central. A estimativa para o PIB para este ano foi mantida em 1,82%, enquanto a previsão para o IPCA permanece em 3,91%, após sete semanas de queda nas expectativas.
Para os anos seguintes, o cenário também mudou pouco. O mercado projeta expansão de 1,8% do PIB em 2027 e de 2% em 2028 e 2029. No campo da inflação, a estimativa para 2027 foi levemente ajustada de 3,8% para 3,79%, e as projeções para 2028 e 2029 seguem em 3,5%. O índice esperado para 2026 permanece dentro da meta do Banco Central.
Os dados mais recentes da atividade reforçam a percepção de desaceleração. No terceiro trimestre de 2025, a economia avançou 0,1% em relação ao período anterior, resultado considerado estável pelo IBGE, com destaque para indústria e agropecuária.
No mercado de câmbio, a expectativa é de dólar a R$ 5,42 ao fim de 2026 e a R$ 5,50 no encerramento de 2027. Em janeiro, o IPCA subiu 0,33%, pressionado pelo aumento nas tarifas de energia elétrica e nos combustíveis, repetindo a variação observada em dezembro. Com isso, a inflação acumulada em 2025 chegou a 4,44%.
As projeções do Focus também apontam uma estimativa de definição da taxa de juros (Selic) em 12% ao final de 2026, com reduções graduais para 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029. A taxa atual está em 15%, a mais alta desde 2006.
O índice é definido pelo Comitê de Política Monetária, que em sua última reunião indicou a possibilidade de início de um ciclo gradual de cortes a partir de março, caso a estabilidade se mantenha.
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