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CPMI do INSS
Congresso em Foco
2/3/2026 18:00
O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou nesta segunda-feira (2) qualquer irregularidade na votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, realizada na semana passada.
Segundo Viana, a condução da votação seguiu rigorosamente o regimento interno da comissão. "Não houve nenhum erro. Está muito claro que seguimos o regimento durante todo o tempo. Eu contei sete parlamentares em pé, duas vezes, e reafirmo que eram sete", afirmou em entrevista a jornalistas.
O senador disse que, após o encerramento da contagem, outros parlamentares apareceram para contestar o resultado.
"Posteriormente surgiram deputados que estavam sentados ou fora do Plenário para tentar alcançar o número de 14 alegado pela oposição. Mesmo que eu tivesse contado 14 — o que não faria, porque não estavam lá — não haveria número regimental para derrubar a pauta. O painel é quem manda".
Viana destacou ainda que, momentos antes, 31 parlamentares haviam participado de uma votação nominal, inclusive garantindo vitórias ao governo. "O painel é quem manda. 31 parlamentares votaram anteriormente, 31 deles, inclusive dando vitória ao governo. Quando eu coloquei em votação simbólica, os mesmos 31 tinham que estar presentes na CPMI."
O requerimento foi aprovado na última quinta-feira (26) em votação simbólica que analisou, em bloco, 87 pedidos. Além da quebra de sigilo de Lulinha, a lista incluiu convocações como a de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master e atual controlador do Banco Pleno.
A aprovação foi marcada por tumulto, após parlamentares da base governista questionarem o resultado anunciado (sete votos favoráveis e 14 contrários). Eles acusaram o presidente da comissão de fraude e recorreram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Carlos Viana rebateu as acusações e atribuiu a derrota do governo à falta de articulação política. "O governo perdeu porque não se articulou corretamente, mais uma vez, e agora tenta se apegar à tese de contagem indevida. As imagens são muito claras", afirmou.
O senador concluiu dizendo que manterá sua decisão. "Não mudo meu posicionamento e confio que o presidente Davi levará em consideração que essa prática é comum e foi totalmente resguardada dentro da Casa."
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