Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
RIO DE JANEIRO
Congresso em Foco
5/3/2026 17:49
O anúncio de filiação do ator Dado Dolabella ao MDB nesta quinta-feira (5) para disputar como candidato ao cargo de deputado federal gerou mal estar na ala feminina do partido. A presidente do MDB Mulher, Kátia Lobo, revelou não ter sido consultada sobre a adesão do artista, condenado múltiplas vezes na Justiça por violência de gênero.
Dolabella possui um longo histórico de problemas judiciais por violência contra mulheres: foi condenado em 2010 por agredir a atriz Luana Piovani, na época sua namorada; alvo de denúncias de Viviane Sarahyba, com quem também se relacionou; e chegou a ser preso por dois meses em 2018 por atraso no pagamento de pensão alimentícia.
A filiação de Dolabella veio por iniciativa do presidente estadual do MDB, Washington Reis. Kátia Lobo pretende se encontrar com o dirigente para discutir a inclusão do novo membro. "A gente está tentando ver de que forma vamos entender isso", disse ao portal Metrópoles. De acordo com ela, a pré-candidatura do ator a deixou "estarrecida".
Mais recentemente, em 2025, ele foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto por agressões contra a prima e ex-namorada Marina Dolabella.
Pré-candidatura
Dado Dolabella confirmou sua pré-candidatura em vídeo publicado em suas redes sociais. De acordo com ele, a entrada na política servirá para "defender quem não tem voz, a dona de casa que ninguém conhece, o trabalhador que não tem mídia, o homem ou a mulher julgados e condenados antes mesmo de serem ouvidos".
O artista afirmou ter vivido "na pele o que é ser injustiçado". "Quando você passa por isso, entende que não é sobre homem contra mulher, é sobre qualquer pessoa que se sente esmagada por um sistema que deveria proteger", completou.
Temas
LEIA MAIS