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Congresso em Foco
23/3/2026 9:43
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que o senador Sergio Moro (União-PR) lhe disse ter ajudado a barrar sua convocação à CPI do Crime Organizado no Senado. A declaração foi dada ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, em meio à aproximação entre os dois, que deve culminar na filiação de Moro ao PL para disputar o governo do Paraná em 2026.
Segundo Valdemar, Moro lhe disse antes de uma reunião que havia votado contra sua convocação. "Não te convocamos, graças ao meu voto. Foi seis a cinco", relatou o dirigente partidário. Valdemar também afirmou que o senador mencionou a atuação do senador Magno Malta (PL-ES) para impedir uma nova tentativa de votação do requerimento.
O pedido de convocação foi apresentado na CPI com base em declarações de Valdemar sobre doações feitas pelo empresário Fabiano Zettel, alvo da Operação Compliance Zero, à campanha de Jair Bolsonaro e ao PL em 2022. Moro discursou contra a convocação, alegando que o fato citado era lícito e não justificava a medida.
Ainda na entrevista ao programa Sala de Imprensa, Valdemar lembrou que pediu a cassação de Moro à Justiça eleitoral, por abuso do poder econômico e político. "O Moro não gostava muito de mim antes porque eu tive um processo contra ele. O nosso pessoal veio me pedir para tirar o processo. Falei: eu não posso tirar", declarou. "E não tirei. Mas daí acabou o processo e não deu nada", acrescentou.
A fala de Valdemar marca uma reviravolta na relação entre os dois. Moro vai se filiar ao PL para concorrer ao governo do Paraná.
Em 2022, ainda como pré-candidato à Presidência, Moro afirmou que "quem manda no Bolsonaro é Valdemar Costa Neto" e criticou a influência do dirigente sobre o então presidente. Valdemar reagiu no ano seguinte, acusando Moro e Deltan Dallagnol de terem "ultrapassado os limites da lei" e dizendo que eles "vão pagar caro".
O embate também foi parar na Justiça Eleitoral. O PL acionou o TSE para pedir a cassação de Moro, sob a alegação de irregularidades na campanha ao Senado. Em abril de 2024, Valdemar disse que manteve a ação para "defender os interesses políticos do partido".
Apesar do histórico, os dois selaram um acordo político na semana passada. Em reunião com Valdemar, Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Filipe Barros, Moro acertou sua ida ao PL após perder espaço para disputar o governo do Paraná na federação União Progressista. A filiação deve ser anunciada nesta terça-feira (24). Moro lidera todas as pesquisas de intenção de voto na corrida estadual.
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