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ENTREVISTA
Congresso em Foco
26/3/2026 7:00
O líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), defendeu a manutenção da candidatura própria do ministro Márcio França ao governo de São Paulo em 2026, mesmo com a candidatura do petista Fernando Haddad. Em entrevista ao Congresso em Foco, ele afirmou que, neste momento, o partido deve preservar um nome na disputa estadual, tanto para marcar posição política quanto para influir no desfecho da eleição no maior colégio eleitoral do país.
"Eu acho que o Márcio França deve manter a candidatura", diz Jonas Donizette em entrevista ao Congresso em Foco. Para o deputado, a presença do ministro do Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa na disputa interessa ao PSB não apenas como afirmação partidária, mas também como estratégia eleitoral. "Para nós, do PSB, é importante ter uma candidatura representando o 40 na urna", afirmou.
Na avaliação do líder, França pode cumprir papel relevante mesmo que, mais adiante, haja rearranjos no campo governista. Donizette argumenta que uma candidatura própria do PSB pode ajudar a empurrar a disputa em São Paulo para o segundo turno, ampliando o peso do partido nas negociações futuras para uma eventual batalha com o governador Tarcisio Freitas (Republicanos). "Eu acredito que ele possa também ter uma quantidade de votos que seja importante para o desfecho da eleição em segundo turno", declarou.
A defesa de França vem acompanhada de uma dúvida estratégica levantada pelo próprio deputado: abrir mão agora da candidatura própria seria, de fato, o melhor caminho para o PSB? Jonas Donizette questiona se os votos de França migrariam integralmente para um eventual aliado em uma composição antecipada. "Será que se o Márcio França somar na chapa, ele traz os votos todos dele? Ou seria melhor ele manter a candidatura para poder provocar um segundo turno?", questionou.
A fala ocorre em meio às movimentações do presidente Lula para montar seu palanque em São Paulo. Donizette reconhece que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad é "um .grande nome, um grande candidato", mas resiste à ideia de que o PSB deva abdicar desde já de um projeto próprio no Estado.
Minas e São Paulo, as prioridades
Ao relatar conversa com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o deputado indicou que São Paulo e Minas Gerais estão entre as prioridades eleitorais do presidente e que Haddad estaria no centro do desenho petista para a sucessão paulista. Ainda assim, o líder insiste que "nesse momento" o PSB deve manter a candidatura de França e preservar seu espaço na disputa.
A posição revela um movimento de equilíbrio do PSB: o partido quer seguir alinhado ao projeto nacional de Lula, mas sem abrir mão de protagonismo em estados estratégicos. Em São Paulo, isso significa sustentar a candidatura de Márcio França enquanto ela puder render força eleitoral, visibilidade partidária e poder de barganha numa eventual composição mais à frente.
Mesmo defendendo a candidatura própria agora, Jonas Donizetti sinaliza que não vê a posição como definitiva. Ele afirmou ter certeza de que Márcio França estará à disposição para conversar com Lula no momento adequado. A mensagem é clara: o PSB quer permanecer no jogo com candidatura própria, mas sem fechar a porta para um entendimento futuro com o PT.
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