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CIDADES

Frente Parlamentar "Antiwoke" avança na Câmara Municipal de SP

Segundo projeto de resolução, grupo deverá "promover valores cristãos" e "monitorar iniciativas alinhadas ao movimento woke".

Congresso em Foco

26/3/2026 12:05

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de resolução 4/2025, que prevê a criação da Frente Parlamentar Antiwoke. A matéria, apresentada pelo vereador Lucas Pavanato (PL) e relatada por Silvão Leite (União) segue para votação em plenário.

A proposta cria, no âmbito da Casa, um grupo suprapartidário voltado ao acompanhamento de propostas legislativas e políticas públicas associadas ao que o autor chama de "movimento woke", descrito como grupo ligado a "narrativas e linhas de pensamento como a militância LGBTQIA+, ideologia de gênero, feminismo, aborto e demais pautas progressistas".

Autor do projeto enquadra

Autor do projeto enquadra "pautas progressistas" como discursos do "movimento woke".Richard Lourenço | Rede Câmara

De acordo com o texto, a frente terá como atribuições promover valores cristãos, além de monitorar iniciativas consideradas alinhadas ao movimento e propor ações legislativas no município. A adesão será aberta a todos os vereadores e as reuniões serão públicas, com divulgação prévia de pautas e datas .

O projeto também sustenta que a frente busca "impedir os avanços dessa ideologia nefasta, preservando o direito à liberdade de expressão" e afirma que o formato suprapartidário "garante sua ampla representatividade e permite o melhor desenvolvimento de propostas equilibradas e respeitosas à pluralidade da sociedade paulistana".

O projeto tem coautoria de Rubinho Nunes (União), Adrilles Jorge (União) e Sonaira Fernandes (PL). Votaram contra Luna Zarattini (PT), Silvia da Bancada Feminista (Psol) e Thammy Miranda (PSD). "Vou registrar voto contrário e até perguntar para os outros vereadores se sabem do que se trata esse tipo de projeto", acrescentou Luna durante a discussão.

Após a aprovação, Pavanato se pronunciou em resposta. "Há muito tempo o pessoal vem trazendo ideologias estrangeiras, inclusive, que tentam distorcer ali qual é o papel da mulher e outras questões mais. E não tem nenhum contraponto, ninguém pode discordar. Por isso essa frente parlamentar é importante, para que a gente possa trazer discussão para dentro dessa casa".

Veja a íntegra do parecer aprovado.

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