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CPMI do INSS
Congresso em Foco
27/3/2026 14:06
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) comparou a atuação dos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva diante das fraudes com descontos indevidos em benefícios do INSS, afirmando que "no governo Bolsonaro roubou, no governo Lula [...] investigou". A fala ocorreu nesta sexta-feira (27), durante a sessão de leitura do relatório final da CPMI do INSS.
Ao desenvolver o argumento, a parlamentar disse que as irregularidades teriam começado ainda em 2019, com a ampliação de mecanismos que permitiram descontos sem autorização direta dos beneficiários. Ela defendeu que esse entendimento seja reconhecido no relatório final da comissão.
"Verdade seja dita, essa fraude, esse grande esquema começou em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Se a CPMI não conseguir nem reconhecer essa verdade, que mais que vai reconhecer?"
Na sequência, Dandara afirmou que os descontos indevidos atingiram principalmente aposentados em situação de vulnerabilidade e cobrou que a investigação avance sobre os responsáveis centrais do esquema.
"Essa organização criminosa que atuou no INSS roubou de pessoas pobres, de pessoas com baixa escolaridade. E sabe o que eu quero ver aqui hoje, presidente? Nessa CPIMI, eu quero ver a responsabilização do núcleo, dos bancos e das fintechs. Porque pegar os peixes pequenos é fácil. Eu quero ver a responsabilização dos peixes grandes, dos cabeças."
Ao detalhar esse ponto, a deputada mencionou instituições financeiras e fintechs citadas nas investigações, incluindo o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, e associou o caso ao uso de aeronave durante a campanha eleitoral de 2022.
"Bancos, como o Banco Master, que está envolvido até o último fio de cabelo, que emprestou avião para o Nikolas usar durante a campanha do Bolsonaro. Eu quero ver a responsabilização da fintech clava forte. R$ 714 milhões vinculados aos desvios das fintechs."
Durante a fala, Dandara também mencionou vínculos apontados nas apurações entre empresas investigadas e a Igreja Batista da Lagoinha, o que gerou uma breve interrupção por parte do presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), em meio a questionamentos sobre o teor das declarações.
"Tem valores que devem ser inegociáveis. Eu fico pensando como é que pode uma pessoa que vai à igreja, que confessa uma fé cristã, achar normal roubar de aposentados."
Por fim, já sob interrupções relacionadas ao tempo regimental, a deputada mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao tratar das responsabilidades no caso. Após a citação, parlamentares presentes reagiram com gritos e coros de "Flávio".