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ELEIÇÕES 2026

Tebet se filia ao PSB e rebate Ricardo Nunes: "Não sou marionete"

Ministra criticou o prefeito de São Paulo, que a chamou de "marionete de Lula", reclamou de ataque machista e afirmou que a fala foi uma ofensa não apenas a ela, mas a todas as brasileiras.

Congresso em Foco

28/3/2026 | Atualizado às 15:49

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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, rebateu com firmeza as declarações do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que a chamou de "marionete de Lula" após sua saída do MDB para disputar o Senado pelo PSB em São Paulo. Em ato de filiação realizado nesta sexta-feira (27), na Assembleia Legislativa paulista, Tebet classificou a fala como agressiva, deselegante e ofensiva às mulheres.

A resposta veio em tom pessoal e político. "Tá pra nascer o homem que vai me direcionar e fazer de mim uma marionete", afirmou a ministra, arrancando aplausos do público presente. Em outra fala que marcou o evento, ela disse que o comentário de Nunes ultrapassou o campo da disputa eleitoral e atingiu diretamente a condição feminina na política: "Ricardo Nunes foi absolutamente deselegante com todas as mulheres brasileiras".

Ministra se filiou ao PSB após quase 30 anos de MDB para se candidatar ao Senado por São Paulo.

Ministra se filiou ao PSB após quase 30 anos de MDB para se candidatar ao Senado por São Paulo.Wagner Origenes/Ato Press/Folhapress

Destinos opostos

Tebet e Nunes estiveram no mesmo lado na eleição de 2022, quando ela disputou a Presidência da República ainda pelo MDB. Agora, porém, estarão em campos opostos em São Paulo. A ministra se filiou ao PSB e vai integrar a frente política alinhada ao presidente Lula e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em confronto direto com o grupo apoiado por Nunes, que já declarou voto em Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro.

Ao comentar a declaração do prefeito, Tebet sugeriu que houve um componente machista na crítica. "Se eu fosse homem, ele teria coragem de dizer isso?", questionou. Na sequência, afirmou que esse tipo de abordagem ajuda a desencorajar a presença feminina na política: "É como quem diz: não venham as mulheres querer fazer política, porque nós vamos poder falar para vocês, mulheres, o que não falamos para homens".

Apesar da reação dura, a ministra procurou combinar o ataque com um gesto de contenção pessoal. Disse ter "enorme carinho" por Ricardo Nunes, mas considerou que ele errou na forma e no conteúdo. Para ela, o debate político não pode ser conduzido por agressões nem por insinuações que reduzam a autonomia de uma mulher em cargo público.

"Marionete de Lula"

A fala de Nunes havia sido dada na semana passada, quando o prefeito comentou a mudança partidária de Tebet e sua entrada na disputa pelo Senado em São Paulo. Na ocasião, ele disse que nunca imaginou que uma liderança do porte dela aceitaria ser "marionete de Lula" em um Estado onde não construiu toda a sua trajetória política.

Tebet respondeu lembrando que tem vínculos antigos com São Paulo, onde estudou, fez mestrado, consolidou parte de sua projeção nacional e mantém laços familiares e econômicos.

Declaração ofensiva

No ato de filiação, a ministra confirmou de forma explícita que sua candidatura em São Paulo atende a uma articulação nacional. Disse que veio ao Estado a pedido de Lula e de Alckmin, mas rejeitou a ideia de submissão política. "Eu tenho o maior respeito pelo presidente Lula e, sim, eu vim a São Paulo por pedido do presidente Lula e de Geraldo Alckmin. Mas daí a dizer que sou marionete, é uma ofensa", declarou.

O evento do PSB transformou a chegada de Tebet em uma demonstração de unidade da frente governista em São Paulo. Estiveram presentes, além de Alckmin, o ministro Márcio França, a deputada Tabata Amaral e dirigentes estaduais e municipais do partido. Tebet foi recebida como reforço estratégico para a chapa ao Senado e como símbolo da aliança construída em 2022 contra Jair Bolsonaro.

Em seu discurso, a ministra procurou combinar biografia, identidade política e mensagem de campanha. Disse que aprendeu com a mãe a não ser feliz diante da infelicidade alheia e com o pai, o ex-senador Ramez Tebet, que "política é missão". Também ressaltou as barreiras enfrentadas por mulheres na vida pública: "Nada é fácil para mulher na política".

Defesa de Alckmin

Tebet ainda defendeu a permanência de Geraldo Alckmin como vice na eventual chapa presidencial de Lula em 2026. "Em time que está ganhando não se mexe", afirmou, acrescentando que seu grupo quer somar, não dividir. Ao ser questionada sobre a possibilidade de uma mulher ocupar a vice, respondeu que prefere mulheres em espaços de poder, mas ponderou que a política exige conciliar o ideal com o possível.

Na parte mais diretamente eleitoral do discurso, a ministra tentou se apresentar como uma candidata de perfil simples e distante da lógica do marketing milionário. Disse que pretende fazer uma campanha "com tênis no pé, camiseta, conversando", olhando no olho do eleitor e com poucos recursos. Em uma das críticas mais fortes do evento, atacou o modelo atual de financiamento político: "É exatamente o excesso do fundo partidário que está criando toda essa gama de corrupção vergonhosa e afastando os jovens da política brasileira".

Também sobrou espaço para críticas ao adversário mais provável no campo bolsonarista. Ao falar sobre Flávio Bolsonaro, Tebet disse que poucas famílias na política são tão personalistas quanto a do ex-presidente. "Nada é feito sem a anuência ou a determinação do pai. Então, acho que isso explica muita coisa", afirmou.

Longe do MDB, perto de Lula

A filiação ao PSB encerra um ciclo de quase 30 anos de Simone Tebet no MDB, partido pelo qual construiu toda a sua trajetória, de prefeita a senadora e candidata à Presidência. Agora, ela troca a legenda pela qual se projetou nacionalmente para entrar de vez em uma disputa que, além da vaga no Senado, também antecipa o redesenho dos palanques para 2026 em São Paulo. O pai dela foi um dos fundadores do MDB como partido de oposição à ditadura.

Simone Tebet foi senadora por Mato Grosso do Sul, seu Estado natal, entre 2015 e 2023, quando deixou o cargo para concorrer à Presidência da República pelo partido. Após ter ficado em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos, declarou apoio a Lula no segundo turno. A aliança resultou em convite para que assumisse o Ministério do Planejamento, cargo que ela deixará nos próximos dias, conforme determinação da Justiça Eleitoral, para disputar as eleições de outubro. Nesse período, Lula e Tebet ficaram muito próximos.

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