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VÍDEO
Congresso em Foco
12/4/2026 17:44
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, publicou em suas redes sociais um vídeo em que critica o nível de endividamento das famílias durante o governo Lula. Na postagem, ilustrou o cenário com um trecho de pessoas buscando alimentos em um caminhão de lixo. A imagem, porém, foi gravada no Ceará em 2021, durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
A imagem aparece acompanhada da manchete "Famílias coletam comida em lixo descartado por supermercado em Fortaleza", atribuída ao portal Diário do Nordeste. Ao fundo, há uma gravação que viralizou em 2021. "Isso representa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não está conseguindo pagar nem as contas de água e luz", afirmou no trecho.
O vídeo tinha como objetivo comentar um estudo recente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que identificou um índice de endividamento de 80% dos lares brasileiros. Flávio Bolsonaro atribuiu o resultado à atual gestão.
"Como o governo do PT gasta mais do que arrecada e aumenta impostos para arrecadar ainda mais às custas do suor do trabalhador brasileiro, a taxa de juros no Brasil é uma das maiores no mundo e é ela que serve de referência para calcular os juros da sua dívida", afirmou. Também alegou que a lei que regulamenta os jogos de apostas teria contribuído para o aumento do endividamento.
A utilização do vídeo antigo foi apontada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. "Olha a cara de pau! Flávio Bolsonaro usa imagens da miséria no governo do pai dele para atacar o governo Lula. As imagens são de Fortaleza, em 18/10/2021, ou seja, no governo Bolsonaro. E aí, Flávio Bolsonaro? Vai se retratar?", disse.
Série histórica
Segundo a CNC, o Brasil vive há pelo menos uma década um ciclo de alta no endividamento das famílias. Em 2015, primeiro ano do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, o índice estava em 57,5%. Em 2017, durante o governo Michel Temer, subiu para 58,6%. Em janeiro de 2019, Jair Bolsonaro assumiu com 60,1% e encerrou o governo, em janeiro de 2023, com 78%.
Em 2024, houve uma leve queda no endividamento, com o índice abrindo janeiro de 2025 em 76,1%. Ao longo do ano, voltou a subir e chegou a 80,4% no último mês de março.
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