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CRISE NO RIO
Congresso em Foco
17/4/2026 | Atualizado às 12:59
O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira (17) presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em uma sessão marcada por novo embate judicial, protesto da oposição e esvaziamento do Plenário. Candidato único, ele recebeu 44 votos. Houve uma abstenção, e 25 parlamentares não registraram voto após deixarem a sessão.
A eleição ocorreu depois de uma sequência de impasses políticos e decisões judiciais em torno do comando da Casa. Ruas já havia sido escolhido para a presidência da Alerj no fim de março, mas o resultado acabou anulado pela Justiça fluminense. Com isso, foi convocado um novo pleito em meio à crise sucessória instalada no governo do Estado.
A disputa pelo comando do Legislativo fluminense ganhou peso adicional por causa de seu impacto na linha sucessória do Executivo estadual. Nesse contexto, a eleição da Alerj passou a ocupar papel central no rearranjo político do Rio de Janeiro, em meio à indefinição sobre o comando do Palácio Guanabara.
A oposição, formada por partidos alinhados ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), defendia o adiamento da votação até que o Supremo Tribunal Federal concluísse o julgamento sobre a sucessão no governo estadual. Esse grupo também tentou alterar o formato da escolha e insistiu na adoção do voto secreto, mas não conseguiu reverter a decisão de manter a eleição nesta sexta-feira. Sem apresentar uma candidatura alternativa viável, os oposicionistas deixaram o Plenário em protesto.
Com a vitória, Douglas Ruas assume a presidência da Alerj até o fim de 2026 e amplia sua força no cenário político fluminense. Ex-secretário do governo Cláudio Castro (PL) e pré-candidato ao Palácio Guanabara, ele passa a comandar o Legislativo em um momento de forte instabilidade institucional e de antecipação da disputa eleitoral no estado.
Apesar da definição no Parlamento, a crise não está totalmente superada. Embora a presidência da Assembleia tenha peso direto na sucessão estadual, o comando do Executivo fluminense segue dependente de definição judicial. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, permanece à frente do governo até nova decisão.
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