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Adeus ao Papel
Congresso em Foco
22/4/2026 9:30
Hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem do país passaram a ser obrigados a adotar o check-in digital com a implementação da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato eletrônico. A medida, que entrou em vigor após o fim do prazo de adaptação nesta semana, faz parte da estratégia do governo federal de modernizar o setor turístico e reduzir burocracias.
Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a nova ficha digital substitui o modelo em papel utilizado há décadas. O sistema permite que o hóspede preencha previamente seus dados, por meio da conta Gov.br, antes mesmo de chegar ao local de hospedagem.
Segundo o governo, mais de 3,7 mil meios de hospedagem já utilizam a ferramenta em todo o Brasil. A expectativa é que a adesão aumente nos próximos meses, à medida que estabelecimentos que ainda não se adaptaram passem a cumprir a exigência.
Como funciona o novo sistema
Na prática, o processo de check-in se torna mais rápido e semelhante ao adotado por companhias aéreas. O viajante pode receber um link ou QR Code enviado pelo hotel para preencher suas informações antecipadamente. Também é possível realizar o procedimento em totens ou dispositivos disponibilizados na recepção.
Entre os dados solicitados estão informações pessoais básicas, documento de identificação e período de estadia. Uma vez preenchida, a ficha fica disponível digitalmente para o estabelecimento e para os órgãos de controle.
O prazo para que hotéis e pousadas se adequassem à nova regra terminou na segunda-feira (20). A partir de agora, os estabelecimentos que não adotarem o sistema podem ser alvo de sanções administrativas, como advertências e multas, conforme previsto na legislação do setor.
A obrigatoriedade está alinhada à Lei Geral do Turismo e às diretrizes de digitalização de serviços públicos. O cadastro atualizado dos meios de hospedagem é feito por meio do Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo.
Impacto para turistas e empresários
Para os viajantes, a principal mudança é a redução do tempo gasto no balcão de atendimento. Com o preenchimento antecipado, o check-in tende a ser mais ágil, evitando filas e etapas repetitivas após longos deslocamentos.
Já para os empresários, a digitalização pode representar redução de custos operacionais, menor uso de papel e mais organização no armazenamento de dados. Por outro lado, a adaptação exige investimento em tecnologia e treinamento de equipes, especialmente em pequenos estabelecimentos.
Modernização do turismo
A digitalização da FNRH é vista pelo Ministério do Turismo como um passo importante para alinhar o Brasil a práticas internacionais. Em diversos países, o check-in digital já é amplamente utilizado, especialmente em redes hoteleiras e serviços de hospedagem por aplicativo.
O governo afirma que o sistema segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As informações dos hóspedes são armazenadas em ambiente seguro e acessadas apenas por usuários autorizados, o que, segundo a gestão federal, aumenta a confiabilidade em comparação com fichas físicas.
A expectativa é que a medida contribua para melhorar a experiência do turista, aumentar a eficiência do setor e facilitar o monitoramento de dados sobre o fluxo de visitantes no país.
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